sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

“ESTOU VENDO UM CAIXÃO”: DECLARAÇÃO DE VIDENTE SOBRE SAÚDE DE BOLSONARO PROVOCA REAÇÃO E ALERTA SOBRE DESINFORMAÇÃO

Uma declaração feita por uma vidente nas redes sociais voltou a acender o debate sobre os limites entre crença pessoal, exposição pública e responsabilidade na divulgação de informações sensíveis. Conhecida como Vó Bahiana, residente em Balneário Camboriú, em Santa Catarina, a mulher afirmou ter tido supostas “visões espirituais” envolvendo a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro, associando o quadro clínico a práticas místicas e a um possível desfecho fatal.

O conteúdo, divulgado em tom alarmista, rapidamente se espalhou por plataformas digitais e causou forte repercussão entre apoiadores e críticos do ex-presidente. Em vídeo, a vidente diz que estaria “há quatro dias entrando na energia” de Bolsonaro e relata imagens de um caixão, rituais com sangue e a necessidade urgente de orações para evitar o pior. As falas, carregadas de simbolismo e apelo emocional, sugerem uma suposta ação espiritual contínua contra o ex-presidente.

Apesar da repercussão, não há qualquer evidência médica, científica ou institucional que sustente as afirmações. Especialistas e fontes próximas ao ex-presidente reforçam que informações sobre saúde devem ser tratadas exclusivamente com base em laudos médicos e comunicados oficiais, e não por meio de previsões espirituais ou interpretações pessoais. Até o momento, não existe confirmação de agravamento de saúde relacionado a qualquer prática externa, tampouco alertas formais que indiquem risco iminente de morte.

O episódio reacende uma discussão recorrente no ambiente digital: o impacto de declarações sem comprovação em temas sensíveis, como saúde, especialmente quando envolvem figuras públicas. Em um cenário de forte polarização política, conteúdos desse tipo tendem a ganhar tração rapidamente, alimentando medo, especulação e desinformação.

Juristas e comunicadores alertam que a disseminação de boatos ou previsões alarmistas pode gerar consequências sociais e jurídicas, sobretudo quando ultrapassa o campo da crença individual e passa a influenciar a opinião pública. Plataformas digitais, inclusive, têm sido pressionadas a adotar critérios mais rigorosos na moderação de conteúdos que tratam de saúde e risco de morte sem respaldo técnico.

Enquanto isso, o estado de saúde de Jair Bolsonaro segue sendo acompanhado por profissionais da área médica, e qualquer informação oficial permanece restrita a boletins clínicos e manifestações autorizadas. Fora desse campo, declarações como as da vidente permanecem no âmbito da crença pessoal, sem validade factual, mas com potencial de provocar ruído, preocupação e mais um capítulo na já intensa disputa narrativa que cerca o ex-presidente.

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