Em declaração à imprensa em frente à unidade hospitalar, Michelle afirmou que acompanhou de perto a situação e ficou profundamente abalada com o quadro apresentado pelo ex-presidente. “Eu vi ele pedindo para Deus levá-lo, porque ele não aguentava mais a dor”, disse, ao destacar a gravidade do sofrimento vivido por Bolsonaro naquele momento.
Jair Bolsonaro foi submetido a exames médicos após sofrer uma queda dentro da cela onde está detido na Superintendência da Polícia Federal, na capital federal, na última terça-feira (6). O episódio reacendeu o debate sobre as condições físicas e emocionais do ex-presidente, que possui histórico de problemas de saúde decorrentes das cirurgias e complicações enfrentadas desde o atentado sofrido em 2018.
Durante a conversa com jornalistas, Michelle Bolsonaro voltou a defender publicamente a concessão de prisão domiciliar ao marido. Segundo ela, não há justificativa para que Bolsonaro permaneça preso diante do atual quadro clínico. A ex-primeira-dama afirmou que deseja assumir pessoalmente os cuidados com o ex-presidente, garantindo acompanhamento adequado e permanente.
Michelle também ressaltou a necessidade de suporte médico e psicológico contínuo. Para ela, as condições atuais de encarceramento não são compatíveis com a idade e o estado de saúde de Bolsonaro. “Ele não deveria estar em uma solitária, com 70 anos e vários problemas de saúde que precisam ser administrados”, afirmou, reforçando o apelo por uma medida humanitária.
As declarações da ex-primeira-dama repercutiram amplamente nas redes sociais e no meio político, intensificando a discussão sobre a situação do ex-presidente, os limites da custódia e a possibilidade de adoção de alternativas ao regime prisional, especialmente diante de questões de saúde. Enquanto isso, apoiadores e aliados acompanham com atenção os próximos desdobramentos do caso, que segue no centro do debate nacional.
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