Em pronunciamento publicado nas redes sociais, a governadora classificou os envolvidos nas agressões como criminosos e reforçou que o Estado não compactua com esse tipo de conduta. Raquel Lyra afirmou ainda que determinou prioridade total à Polícia Civil nas investigações para identificar e responsabilizar os autores. Segundo ela, a cultura do futebol precisa estar associada à convivência pacífica, e não a atos de brutalidade. “É a paz que deve marcar o nosso futebol”, declarou.
Os casos de violência aconteceram horas antes da partida válida pela quinta rodada do Campeonato Pernambucano, disputada na Arena de Pernambuco, com início às 18h e esquema de torcida única. Dentro de campo, o Náutico venceu o clássico por 4 a 0, mas fora dele o clima foi de tensão e preocupação com a segurança.
Um dos vídeos teria sido gravado no entorno do Terminal Integrado do Barro, na Zona Oeste do Recife. Durante as agressões, é possível ouvir ameaças e menções à torcida organizada Inferno Coral, ligada ao Santa Cruz. Outros registros que também circulam nas redes mostram mais pessoas sendo perseguidas e agredidas em situações semelhantes, ampliando a gravidade do cenário.A repercussão dos vídeos gerou indignação entre torcedores e autoridades, reacendendo o debate sobre a violência associada a grupos organizados e a necessidade de ações preventivas mais eficazes nos dias de jogos de grande rivalidade. Até o momento, as polícias Civil e Militar foram acionadas pela imprensa, mas ainda não haviam divulgado detalhes oficiais sobre prisões ou identificação dos suspeitos.
O posicionamento da governadora sinaliza uma tentativa de resposta rápida do poder público diante da pressão social por medidas duras. A expectativa agora é que as investigações avancem com base nas imagens e denúncias, para que os responsáveis sejam localizados e punidos, reforçando a mensagem de que violência não tem espaço no futebol pernambucano.
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