sábado, 3 de janeiro de 2026

LULA CONDENA AÇÃO DOS EUA NA VENEZUELA E ALERTA PARA “PRECEDENTE PERIGOSO” NO CENÁRIO GLOBAL

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou na manhã deste sábado (3) de forma dura e enfática contra a operação militar dos Estados Unidos em território venezuelano, que resultou em bombardeios e na captura do presidente do país vizinho. Em nota oficial divulgada pelo Palácio do Planalto, Lula classificou a ação como uma grave violação do direito internacional e um risco concreto à estabilidade global.

Segundo o presidente brasileiro, os ataques ultrapassam limites inaceitáveis ao ferirem diretamente a soberania da Venezuela. Para Lula, a iniciativa norte-americana não se trata apenas de um episódio isolado, mas de um gesto que abre um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional, ao normalizar intervenções militares unilaterais contra Estados soberanos.

Na avaliação do chefe do Executivo, ações desse tipo enfraquecem o multilateralismo e colocam em xeque os princípios que sustentam a ordem internacional construída após a Segunda Guerra Mundial. Lula alertou que o uso da força, em flagrante desrespeito às normas internacionais, empurra o mundo para um cenário de violência, instabilidade e caos, no qual prevalece a lei do mais forte em detrimento do diálogo entre as nações.

O presidente destacou ainda que a posição do Brasil é coerente com a linha diplomática histórica do país, que condena o uso da força como instrumento de resolução de conflitos. Ele lembrou que o governo brasileiro tem adotado o mesmo posicionamento em crises recentes ocorridas em outras regiões do planeta, reforçando a defesa do direito internacional e da solução pacífica de controvérsias.

Lula também fez um resgate histórico ao afirmar que a ação dos Estados Unidos remete aos piores períodos de interferência externa na América Latina e no Caribe, quando golpes e intervenções marcaram profundamente a trajetória política da região. Segundo ele, episódios como esse ameaçam diretamente o compromisso de preservar o continente como uma zona de paz, princípio defendido há décadas pelos países latino-americanos.

Ao final da manifestação, o presidente cobrou uma resposta firme da comunidade internacional, especialmente da Organização das Nações Unidas (ONU), diante da gravidade do ocorrido. Lula afirmou que o Brasil condena oficialmente a operação militar e reiterou a disposição do país em contribuir para a construção de uma saída diplomática, baseada no diálogo, na cooperação e no respeito à soberania dos povos.

A declaração ocorre em meio à forte repercussão internacional do episódio e reforça o papel do Brasil como um dos principais defensores do multilateralismo e da solução pacífica de conflitos no cenário global.

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