quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

LULA RECONFIGURA JUSTIÇA E ESCOLHE WELLINGTON CÉSAR PARA COMANDAR SEGURANÇA DO PAÍS


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026,
a nomeação de Wellington César Lima e Silva como novo ministro da Justiça e Segurança Pública,
em uma decisão que reposiciona o comando de uma das pastas mais estratégicas do governo federal.
O novo ministro assume no lugar de Ricardo Lewandowski, que deixou o cargo no último dia 8,
abrindo espaço para uma mudança considerada sensível no contexto político e institucional.
O convite foi feito por Lula durante reunião no Palácio do Planalto, na tarde desta terça-feira,
com a presença do ministro interino Manoel Carlos de Almeida Neto, que acompanhou a transição.
A nomeação de Wellington César será oficializada ainda hoje, em edição extra do Diário Oficial,
consolidando a escolha presidencial e encerrando o período de interinidade no ministério.
Atualmente advogado-geral da Petrobras, Wellington retorna ao primeiro escalão do governo,
levando para a pasta um perfil técnico, jurídico e de forte trânsito institucional.
Ele já integrou o núcleo central do Planalto como secretário especial para Assuntos Jurídicos,
função exercida na atual gestão e marcada pela articulação entre Executivo e sistema de Justiça.
A experiência no comando do Ministério da Justiça não é inédita em sua trajetória,
já que ocupou o cargo durante o governo Dilma Rousseff, ainda que por um curto período.
No Ministério Público da Bahia, construiu carreira sólida como procurador-geral de Justiça,
além de ter atuado como procurador-geral de Justiça Adjunto para Assuntos Jurídicos.
No campo acadêmico, Wellington César reúne formação robusta em Direito Penal e Criminologia,
com mestrado pela Universidade Cândido Mendes, no Rio de Janeiro, e doutorado na Espanha.
A passagem pela Universidade Pablo de Olavide, em Sevilha, ampliou sua visão comparada do direito,
experiência que também levou às salas de aula como professor na graduação e pós-graduação.
A escolha sinaliza a aposta de Lula em um ministro com perfil técnico e diálogo institucional,
especialmente em um momento de desafios na segurança pública e na relação entre Poderes.
Com a posse, o governo busca estabilidade, articulação jurídica e reforço na agenda da Justiça.

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