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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

MORRE AGOSTINHO DO ACORDEON, LENDÁRIO SANFONEIRO PERNAMBUCANO, PAI DE JOSILDO SÁ, AOS 86 ANOS

O forró e a música popular nordestina perderam, nesta terça-feira (27), uma de suas grandes referências. Agostinho Inácio Gomes, mais conhecido como Agostinho do Acordeon, faleceu aos 86 anos, deixando um legado musical que atravessa gerações. Natural de Pernambuco, Agostinho dedicou a vida à sanfona, instrumento que marcou não apenas sua trajetória artística, mas também a carreira do filho, o cantor e compositor Josildo Sá, que seguiu os passos do pai e se tornou uma das vozes importantes do forró contemporâneo.

Reconhecido pela habilidade e sensibilidade ao tocar, Agostinho do Acordeon foi um verdadeiro mestre da música nordestina, participando de shows, festivais e encontros culturais que celebravam a tradição do forró e da sanfona. Amigos, músicos e admiradores ressaltam que seu talento e paixão pela cultura regional inspiraram não apenas a família, mas também inúmeras gerações de artistas que cresceram ouvindo suas melodias.

O velório do sanfoneiro começou ainda nesta terça-feira (27), no Cemitério Santo Amaro, no Recife, das 12h às 18h, reunindo familiares, amigos e fãs que vieram prestar as últimas homenagens. Após o período de despedida na capital, o corpo será conduzido para Floresta, cidade onde Agostinho do Acordeon será sepultado. Lá, haverá um novo velório nesta quarta-feira (28), das 8h às 16h, no Cemitério São Miguel, com o sepultamento programado para ocorrer ainda no mesmo dia.

O falecimento de Agostinho deixa uma marca profunda na cena cultural pernambucana, especialmente entre aqueles que valorizam as raízes da música nordestina. Sua trajetória é lembrada não apenas pelo talento musical, mas também pelo papel de mentor e inspiração para seu filho Josildo Sá, consolidando uma verdadeira dinastia do forró que permanece viva no coração de fãs e músicos do Brasil inteiro.

A perda do sanfoneiro reforça a importância de preservar a memória e a tradição da música nordestina, celebrando artistas que, como Agostinho, dedicaram suas vidas a transmitir cultura, emoção e alegria por meio de cada acorde tocado.

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