A manifestação do Ministério Público era a última etapa formal antes do julgamento no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE). Em ações eleitorais, o posicionamento do MP é obrigatório e funciona como um balizador técnico-jurídico para a Corte. No parecer, o órgão sustenta que não há motivos para reformar a decisão já proferida, defendendo que a cassação dos mandatos seja mantida integralmente.
Com isso, o processo segue agora para análise dos desembargadores eleitorais, que terão a responsabilidade de decidir se confirmam a sentença que afastou prefeito e vice ou se acolhem os argumentos da defesa e revertem a penalidade. A decisão do TRE será determinante não apenas para o futuro político de Edimilson da Bahia e Demilton Ximenes, mas também para a estabilidade administrativa de Correntes.
Nos bastidores, o clima é de expectativa e apreensão. A manutenção da cassação poderá abrir caminho para mudanças profundas no comando do Executivo municipal, enquanto uma eventual reversão significaria a permanência da atual gestão, apesar do desgaste político já instalado. Independentemente do desfecho, o parecer do Ministério Público Eleitoral sinaliza que o caso é tratado com máxima gravidade e reforça a centralidade do julgamento que se aproxima.
Correntes, agora, aguarda o veredito do TRE. A decisão da Corte Eleitoral promete marcar um divisor de águas na política local, com reflexos diretos na governabilidade, no cenário eleitoral e no futuro institucional do município.
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