O ato, liderado pela Associação dos Delegados e Delegadas de Pernambuco (Adeppe) e pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), reuniu delegados, investigadores e servidores administrativos, todos unidos em torno de reivindicações que consideram urgentes e indispensáveis para o fortalecimento da segurança pública.
Entre os pontos centrais da mobilização está a regulamentação da Lei Orgânica da Polícia Civil, aprovada federalmente há dois anos, mas ainda não implementada em Pernambuco. Para os policiais, a demora compromete a autonomia administrativa e financeira da instituição e prejudica a capacidade de enfrentamento do crime organizado e das facções criminosas que atuam no estado.
"A regulamentação da Lei Orgânica, a modernização da investigação e da estrutura da Polícia Civil são imprescindíveis para enfrentar o avanço do crime organizado e das facções criminosas. A autonomia financeira e administrativa é urgente. Não cabe mais uma estrutura vinculada à Secretaria de Defesa Social, chefiada por alguém de fora da Polícia Civil", destacou Diogo Victor, presidente da Adeppe.
Além da Lei Orgânica, a categoria reivindica melhorias na infraestrutura das delegacias, modernização dos métodos de investigação e valorização profissional, incluindo melhores condições de trabalho e reconhecimento funcional.
A caminhada se dirigiu até o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, onde os representantes da corporação reforçaram seu compromisso com a segurança da população pernambucana e deixaram claro que manterão a mobilização até que sejam atendidas suas reivindicações.
Para os organizadores, a manifestação não se trata apenas de uma pauta de interesse da categoria, mas de uma questão de segurança pública. A valorização da Polícia Civil e a implementação da Lei Orgânica, segundo eles, são fundamentais para que a corporação possa atuar de forma mais eficiente, autônoma e estratégica na proteção da sociedade.
Nenhum comentário:
Postar um comentário