O prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino, divulgou uma nota pública na qual afirma ser alvo de perseguição política e administrativa por parte do Governo de Pernambuco e denuncia a existência de uma suposta estrutura paralela de monitoramento de adversários políticos. Segundo o gestor municipal, a denúncia teria sido reforçada por uma reportagem exibida em rede nacional, que, de acordo com ele, apontaria o uso de recursos da Polícia Civil para fins eleitorais. Na declaração, o prefeito classifica o caso como grave, cobra esclarecimentos das autoridades e questiona quem teria autorizado as ações e quais outras lideranças políticas poderiam ter sido monitoradas.
Segue a nota:
"Desde o início de nossa gestão em Garanhuns temos sentido os efeitos da perseguição política e administrativa por parte do Governo Raquel Lyra, mas o que se noticia agora, nunca vimos nada igual.
Sem inquérito, sem ordem judicial, montou-se uma OPERAÇÃO CLANDESTINA para monitoramento de adversários. Fica provado pela reportagem da TV Record exibida para todo o país, que o Governo do Estado montou uma polícia paralela para investigar adversários políticos, utilizando a estrutura e equipamentos da Polícia Civil, com fins eleitorais!!
A linha democrática foi rompida, tal e qual os piores momentos da ditadura militar, quando os órgãos de segurança serviam para perseguir adversários do regime. Isto é gravíssimo e precisa de uma resposta incisiva da sociedade e suas instituições representativas.
E mais. Muitas perguntas precisam de respostas. Quem ordenou? Quem mais foi monitorado e se encontrava sob observação da Operação Clandestina? Prefeitos, deputados, outros secretários municipais?
A reportagem vai além da denúncia e traz provas, o que demonstra que estamos diante de um absurdo inaceitável e que deve ter uma resposta à altura do povo brasileiro, para que métodos golpistas não se normalizem no estado de Pernambuco.
Sivaldo Albino
Prefeito de Garanhuns
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