De acordo com a corporação, a notificação formal destaca a necessidade de adoção de medidas para reduzir os riscos à segurança viária ao longo da BR-040, rodovia federal de grande fluxo de veículos e com trechos considerados críticos. No comunicado, a PRF ressalta que o deputado, na condição de organizador da mobilização, tem responsabilidade sobre a segurança do deslocamento do grupo. A instituição também informou que acompanha a movimentação de forma contínua, com equipes posicionadas ao longo do trajeto, com o objetivo de preservar a integridade dos participantes e dos demais usuários da rodovia.
A PRF acrescentou que poderá adotar medidas administrativas e legais caso sejam constatadas infrações à legislação de trânsito ou situações que coloquem em risco a segurança pública. A presença de pedestres em rodovias federais é considerada um fator de perigo, especialmente em trechos sem acostamento adequado ou com tráfego intenso de veículos pesados.
Nikolas Ferreira afirma que a caminhada tem como objetivo “lutar pela liberdade e pela justiça”, além de protestar contra o que classifica como prisões injustas relacionadas aos eventos de 8 de janeiro e à situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro. A mobilização vem sendo divulgada nas redes sociais por apoiadores, que acompanham o trajeto e participam de trechos da caminhada.
A iniciativa também provocou reação de parlamentares da oposição. Os deputados federais Lindbergh Farias (PT-RJ) e Rogério Correia (PT-MG) enviaram um ofício à PRF solicitando a interrupção da caminhada na BR-040 e a adoção de providências legais. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Lindbergh afirmou que o grupo não teria solicitado autorizações prévias aos órgãos responsáveis pela rodovia, como o DNIT e a ANTT, e que haveria registro de pessoas caminhando pelo acostamento e, em alguns pontos, pela pista principal.
Segundo o parlamentar petista, além dos riscos à segurança viária, também teriam ocorrido pousos de helicópteros próximos à rodovia para transporte de participantes, o que, na avaliação dele, configuraria irregularidade. Lindbergh declarou ainda que os envolvidos poderiam responder administrativa e criminalmente, dependendo das apurações feitas pelas autoridades competentes.
A PRF não detalhou quais trechos são considerados mais sensíveis, mas reforçou que a rodovia seguirá monitorada durante todo o percurso até a chegada prevista em Brasília.
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