De acordo com o delegado Ighor Nogueira, da 17ª Delegacia Seccional (DESEC), a localização do vereador foi resultado de uma investigação considerada minuciosa e estratégica. O trabalho conjunto envolveu policiais da unidade responsável pelo caso em Petrolândia e agentes da cidade onde o suspeito estava escondido. Segundo a autoridade policial, a escolha de permanecer fora do município onde o crime ocorreu foi uma tentativa clara de dificultar a ação das forças de segurança.
As investigações ganharam força a partir da análise de imagens de câmeras de monitoramento, que registraram o momento em que a vítima foi perseguida e atingida por disparos de arma de fogo enquanto trafegava de motocicleta. As cenas foram consideradas peças-chave para a elucidação do caso e ajudaram a reforçar os indícios contra o vereador.
O mandado de prisão foi cumprido no bairro Maria Vieira. No momento da abordagem, Cristiano da Van tentou escapar subindo pelo telhado da residência onde estava, na companhia da esposa e de outros familiares. A fuga, porém, foi rapidamente frustrada pelo cerco policial, e ele acabou se rendendo. Apesar das buscas realizadas no imóvel e em áreas relacionadas ao suspeito, a arma usada no homicídio ainda não foi localizada.
Em depoimento prestado de forma espontânea, o vereador confessou a autoria do crime. Conforme relatou o delegado Ighor Nogueira, o investigado alegou que a motivação estaria ligada a uma série de supostas ofensas, injúrias e difamações que, segundo ele, vinham sendo praticadas pela vítima ao longo do tempo e teriam atingido sua honra e imagem pessoal. A versão apresentada agora passa a integrar o conjunto de elementos que seguem sendo analisados pela Polícia Civil.
Samyr Oliveira era uma figura bastante conhecida em Petrolândia por atuar como mergulhador, profissão que o tornava presença constante em atividades na região. A morte dele provocou comoção entre moradores, amigos e familiares, ampliando a pressão por respostas rápidas das autoridades.
No momento da prisão, ao ser questionado se gostaria de declarar algo em sua defesa, Cristiano da Van respondeu apenas: “Não, nada.” Indagado novamente sobre a motivação do crime, repetiu a mesma frase, mantendo-se lacônico diante das perguntas.
Após ser detido, o vereador foi encaminhado para os procedimentos legais, incluindo exames de praxe, e passou por audiência de custódia. Ele deverá permanecer recolhido em unidade prisional, à disposição da Justiça, enquanto o inquérito policial avança. A Polícia Civil afirma que as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do homicídio, incluindo a possível participação de outras pessoas e a localização da arma utilizada no crime.
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