quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

SAÍDA DO PL ABRE NOVO CAPÍTULO NA TRAJETÓRIA POLÍTICA DE GILSON MACHADO E PODEMOS SURGE COMO DESTINO PROVÁVEL

A confirmação da saída do ex-ministro do Turismo Gilson Machado do Partido Liberal (PL) movimentou intensamente os bastidores da política pernambucana e nacional. O gesto, oficializado nesta quarta-feira por meio de uma carta pública, não representa um rompimento ideológico, mas sinaliza uma reorganização estratégica de sua trajetória política, com olhos voltados principalmente para as eleições de 2026. Nesse contexto, cresce entre lideranças e analistas a tese de que o Podemos desponta como a legenda mais viável para abrigar o projeto político do ex-ministro.

Na carta em que anunciou o desligamento, Gilson Machado fez questão de reforçar que sua saída do PL não altera seu posicionamento político. Pelo contrário, o ex-ministro reafirmou alinhamento total com o ex-presidente Jair Bolsonaro, reiterou apoio ao senador Flávio Bolsonaro e destacou que segue sendo o nome defendido por Bolsonaro para disputar uma vaga no Senado Federal por Pernambuco. A mensagem teve tom de gratidão ao partido, mas também deixou claro que o momento exige novos caminhos partidários para garantir viabilidade eleitoral e espaço político.

A movimentação é interpretada como parte de uma estratégia de sobrevivência e fortalecimento no cenário eleitoral. Fora do PL, Gilson Machado ganha liberdade para dialogar com outras siglas que possam oferecer melhores condições para a construção de uma chapa competitiva, especialmente visando a Câmara Federal em 2026, hipótese que também ganha força nos bastidores. O Podemos, por sua vez, aparece como uma alternativa atraente por buscar ampliar sua bancada e por manter um discurso que dialoga com setores conservadores do eleitorado, sem o mesmo grau de engessamento interno vivido por partidos mais polarizados.

Mesmo deixando o PL, Gilson Machado procurou afastar qualquer leitura de afastamento do bolsonarismo. Ao contrário, fez questão de enfatizar que continuará atuando na defesa das pautas conservadoras, dos valores que marcaram o governo Bolsonaro e do projeto político liderado pelo ex-presidente. A sinalização é clara: a mudança partidária seria apenas uma troca de instrumento, e não de ideologia.

No meio político, a possível filiação ao Podemos é vista como um movimento calculado, que pode garantir maior protagonismo e facilitar alianças regionais. Em Pernambuco, onde a disputa eleitoral tende a ser acirrada, a escolha da legenda será decisiva para o futuro político de Gilson Machado. Seja como candidato à Câmara Federal ou mantendo-se no radar para o Senado, o ex-ministro demonstra que segue ativo, articulado e disposto a reposicionar seu projeto para continuar relevante no cenário nacional.

Com isso, a saída do PL não encerra um ciclo, mas inaugura uma nova fase na carreira de Gilson Machado, marcada por reacomodações partidárias, cálculo eleitoral e a tentativa de manter viva sua base política, ancorada no bolsonarismo e no eleitorado conservador.

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