Segundo o processo, a então secretária enviou mensagens de voz a uma servidora contratada, ameaçando diretamente o corte de pagamento caso não apoiasse o candidato indicado por Júnior Vaz. Um dos áudios transcritos registra Marineide dizendo: “Essa daí é a chapinha de Júnior, viu? […] Se votar [em outro candidato], já sabe, dia 4 não recebe”. Em outra gravação, reforçou a coação: “Quem tá pagando a senhora somos nós. Viu? Eu tô sabendo já. Procure ver aí os candidatos de Júnior”.
Em paralelo à condenação, chama atenção a recente mudança de orientação política do prefeito. Júnior Vaz deixou a base da governadora Raquel Lyra (PSDB) para apoiar o prefeito do Recife, João Campos (PSB). A justificativa do gestor soa, no mínimo, curiosa: segundo aliados, a mudança se deu por “identificação com a maneira de fazer política de João”. Traduzindo para o linguajar político do dia a dia: a política em Pedra segue a lógica do “quem estiver mais conveniente hoje, amanhã também serve”, como quem troca de camiseta sem nem olhar o tamanho.
O caso evidencia, mais uma vez, como alianças e posicionamentos políticos podem ser maleáveis, enquanto a justiça eleitoral permanece firme no combate a práticas de coação e abuso de poder.
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