A captura foi resultado de uma operação conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Santa Cruz do Capibaribe, responsável pelas investigações desde o dia 13 de janeiro, quando a vítima foi baleada. Segundo o delegado Daniel Angeli, os indícios reunidos ao longo das diligências indicam, com alto grau de convicção, a ligação do parlamentar com o crime, embora a polícia sustente que outras pessoas também teriam participado da ação.
De acordo com o delegado, o trabalho investigativo envolveu análise de imagens de câmeras de segurança, coleta de depoimentos e cruzamento de informações. A motivação, ainda conforme a autoridade policial, teria origem em mensagens e áudios enviados por Samyr por meio do WhatsApp, nos quais ele teria feito comentários em tom de zombaria direcionados ao vereador.
As imagens obtidas durante a investigação mostram o momento em que Samyr é perseguido por um homem em uma motocicleta na Avenida Prefeito José Gomes de Avelar. O empresário teria tentado escapar dos disparos, mas acabou atingido. Ele chegou a ser socorrido após o atentado, mas o caso evoluiu para homicídio, aprofundando a apuração da Polícia Civil.
Cristiano da Van permanece custodiado na delegacia de Santa Cruz do Capibaribe e deverá passar por audiência de custódia nesta quinta-feira (29), quando a Justiça decidirá sobre a manutenção ou não da prisão. A defesa do vereador ainda não teve posicionamento divulgado oficialmente até o momento.
Em nota, a Câmara de Vereadores de Petrolândia afirmou repudiar qualquer ato de violência e destacou que, caso a conduta atribuída ao parlamentar seja confirmada, ela não representa os valores e princípios da Casa Legislativa. O texto ressalta o compromisso institucional com a legalidade, o respeito à vida, à dignidade humana e à ordem pública.
O caso segue sob investigação, e a Polícia Civil trabalha agora para identificar e responsabilizar os demais envolvidos mencionados na apuração.
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