O mandado de prisão preventiva foi cumprido por equipes da Polícia Civil ligadas à 17ª Delegacia Seccional (DESEC), que já monitoravam os passos do vereador por meio do setor de inteligência. A captura aconteceu no bairro Maria Vieira, após dias de diligências para localizar o suspeito fora de sua cidade de origem, no Sertão pernambucano. Segundo os investigadores, ao perceber a chegada dos policiais, Cristiano tentou uma fuga improvisada, escalando a residência, mas não conseguiu evitar a prisão.
O caso que levou à detenção do vereador remonta ao dia 13 de janeiro, em Petrolândia. Naquela data, Samyr Oliveira trafegava de motocicleta pela Avenida Prefeito José Gomes de Avelar quando passou a ser perseguido. Ele foi atingido por disparos e socorrido em estado grave. A vítima foi encaminhada ao Hospital Eduardo Campos, em Serra Talhada, onde lutou pela vida durante nove dias, mas não resistiu aos ferimentos.
As investigações avançaram a partir de depoimentos, imagens e levantamentos de campo que, de acordo com a polícia, apontaram Cristiano da Van como suspeito direto do crime. Conforme relatado pelo delegado Ighor Nogueira, responsável pelo caso, o vereador teria admitido participação no atentado durante depoimento às autoridades. A suposta motivação apresentada por ele envolveria desentendimentos anteriores com a vítima, incluindo alegações de injúria e difamação.
A Polícia Civil trata o caso como um crime com fortes repercussões políticas e sociais, já que envolve um representante eleito e uma figura conhecida na região. A morte de Samyr Oliveira gerou comoção em Petrolândia, onde ele era reconhecido tanto pela atuação empresarial quanto pelas atividades ligadas ao mergulho.
Com a prisão preventiva decretada, Cristiano Lima dos Santos deve permanecer à disposição da Justiça enquanto o inquérito é concluído. A investigação segue para esclarecer todos os detalhes do crime, incluindo possível participação de outras pessoas e a dinâmica completa do atentado.
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