sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

ACUSADA DE INCÊNDIO QUE MATOU COMPANHEIRO EM CANHOTINHO É PRESA EM GARANHUNS

A Polícia Civil de Pernambuco prendeu, no fim da tarde de ontem, quinta-feira (5), em Garanhuns, no Agreste, uma mulher apontada como responsável por um crime que abalou profundamente o município de Canhotinho. Foragida há meses, Cristiane Barreto da Silva foi localizada após um trabalho contínuo de investigação conduzido pela Delegacia de Canhotinho, sob a coordenação da delegada Thais Santos.

Cristiane é acusada de provocar a morte do companheiro, Gabriel da Silva, em um episódio ocorrido no final de maio de 2025. Segundo a apuração policial, o crime teve início na residência do casal, no bairro conhecido como Rua São João, e terminou de forma trágica dias depois, com a morte da vítima em uma unidade hospitalar no Recife.

As investigações indicam que Gabriel sofreu queimaduras graves após um incêndio dentro da própria casa. Ele chegou a ser socorrido por vizinhos e familiares, que conseguiram controlar as chamas e acionaram o SAMU. Inicialmente levado ao hospital local, o homem foi transferido para a capital pernambucana devido à gravidade do quadro, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital da Restauração.

De acordo com informações reunidas durante o inquérito, a polícia apurou que houve desentendimentos e ameaças horas antes do ocorrido. A principal linha investigativa aponta que o incêndio foi provocado de forma intencional enquanto a vítima se encontrava vulnerável dentro do imóvel. Desde então, Cristiane passou a ser considerada foragida da Justiça, deixando Canhotinho na tentativa de escapar da responsabilização criminal.

A prisão em Garanhuns representa o desfecho de uma série de diligências realizadas ao longo dos últimos meses. A equipe policial monitorou deslocamentos, levantou informações e manteve o cerco até conseguir localizar e capturar a suspeita. Após a prisão, ela foi conduzida à unidade policial e ficou à disposição do Poder Judiciário.

Em nota, a Polícia Civil destacou que a captura da acusada reforça o compromisso da instituição com a elucidação de crimes contra a vida e com a resposta à sociedade. Para os investigadores, a prisão traz alívio aos familiares da vítima e reafirma que, mesmo com o passar do tempo, crimes graves não deixam de ser apurados e punidos.

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