Enquanto pais tentam lidar com a situação, professores e servidores da rede municipal também enfrentam uma realidade crítica. Em janeiro, muitos dedicaram tempo e esforço à manutenção das escolas, matrícula de alunos e planejamento do ano letivo, tarefas que normalmente seriam realizadas durante férias, mas foram surpreendidos com a informação de que não receberiam pagamento pelo trabalho no mês. A decisão gerou revolta e sentimento de humilhação entre os profissionais da educação.
A Secretaria Municipal de Educação se pronunciou nas redes sociais, informando que os kits de fardamento e material escolar serão distribuídos aos alunos e que os pais não devem comprá-los por conta própria. Apesar do comunicado, moradores seguem preocupados com o atraso, reforçando a sensação de improviso e descaso na gestão do prefeito Edezio Ferreira. Postagens antigas em redes sociais indicam que, em anos anteriores, a distribuição de uniformes e materiais era realizada na matrícula, aumentando a frustração da população diante do cenário atual.
O caos instalado não se limita apenas à estrutura física ou à falta de material. Ele reflete uma administração autoritária e desorganizada, que ignora esforços de profissionais da educação e prejudica diretamente milhares de crianças que dependem da escola pública para estudar. A situação em Bom Conselho evidencia a contradição entre promessas políticas e a realidade das salas de aula, deixando pais, alunos e professores em um impasse preocupante.
Enquanto não há uma solução concreta da prefeitura, o início do ano letivo segue marcado por incerteza, improdutividade e indignação. Em Bom Conselho, o futuro das crianças parece depender mais de protestos e denúncias nas redes sociais do que de uma gestão comprometida com a educação.
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