Os bastidores da Câmara Municipal do Recife, conhecida historicamente como Casa de José Mariano, estão em ebulição. A informação que circula entre parlamentares é de que já estaria tomada a decisão política para a cassação do mandato do vereador Eduardo Moura por quebra de decoro parlamentar.
De acordo com relatos de integrantes da própria Casa, o roteiro já estaria desenhado: inicialmente, Eduardo Moura deverá ser afastado por 120 dias. Na sequência, o plenário confirmaria a perda definitiva do mandato, consolidando a cassação pelos próprios pares.
O motivo apontado nos bastidores seria a acusação de quebra de decoro após o episódio envolvendo o vereador Chico Kiko, fato que ganhou forte repercussão política e interna. Para parte dos parlamentares, a situação teria ultrapassado os limites aceitáveis da conduta parlamentar, justificando a medida extrema.
Caso a cassação se confirme, os efeitos vão além da saída imediata do cargo. Pela legislação eleitoral, a punição pode tornar o vereador inelegível por até dez anos, somando os dois anos restantes do atual mandato com mais oito anos de impedimento previstos na Lei da Ficha Limpa. Na prática, isso inviabilizaria eventuais candidaturas a deputado federal em 2026 e a prefeito do Recife em 2028.
O clima na Câmara é de expectativa e tensão. A possível cassação não apenas altera a composição do Legislativo municipal, como também redesenha o cenário político para os próximos pleitos, retirando de disputa um nome que vinha sendo cotado para voos mais altos.
Até o momento, não houve anúncio oficial do desfecho, mas, nos corredores da Casa, o sentimento predominante é de que a decisão já está selada — restando apenas o cumprimento dos trâmites formais para sua efetivação.
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