No cenário considerado mais provável por interlocutores do grupo palaciano, Dueire formaria dobradinha ao Senado com o deputado federal Eduardo da Fonte, compondo a chapa ao lado da governadora em sua tentativa de reeleição. A equação, no entanto, está longe de ser simples. A montagem da chapa majoritária envolve múltiplos interesses partidários, articulações regionais e compromissos políticos que ainda estão em fase de negociação.
O ponto de tensão surge diante da possibilidade de uma composição alternativa envolvendo o ex-prefeito Miguel Coelho e o próprio Eduardo da Fonte fechando as duas vagas ao Senado na chapa de Raquel. Caso essa engenharia política avance, Fernando Dueire precisaria recalcular a rota, reavaliando sua estratégia eleitoral e seu planejamento para 2026.
Outra hipótese que circula com força nos bastidores é a de uma solução ainda mais ousada: a ida de Dueire para a vice na chapa de Raquel Lyra. Nesse desenho, ele abriria mão da disputa ao Senado para compor como candidato a vice-governador, liberando as duas vagas senatoriais para Miguel Coelho e Eduardo da Fonte. Nesse arranjo, a atual vice-governadora Priscila Krause poderia disputar uma vaga na Câmara Federal, reforçando o palanque governista na eleição proporcional.
As movimentações revelam que o tabuleiro de 2026 já está em plena organização, mesmo a dois anos do pleito. As conversas envolvem não apenas espaços majoritários, mas também a necessidade de acomodar aliados estratégicos e ampliar a base de sustentação política da governadora.
Para Dueire, o desafio é manter-se no centro das articulações sem perder protagonismo. A depender das definições que vierem a ser tomadas nos próximos meses, o senador poderá confirmar seu projeto de reeleição, migrar para uma composição como vice ou até redesenhar completamente seu caminho político.
Em Pernambuco, a montagem da chapa governista promete ser uma das mais disputadas e estratégicas dos últimos anos — e Fernando Dueire está no coração dessa equação.
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