terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

DECISÃO POR RAQUEL FOI UNANIMIDADE, DIZ ANTÔNIO MORAES SOBRE O PP

O cenário político pernambucano ganhou novos contornos nesta semana com a decisão do Partido Progressistas de antecipar o anúncio de apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD). Embora o presidente estadual da legenda, o deputado federal Eduardo da Fonte, viesse sustentando que qualquer definição só ocorreria após o dia 4 de abril — prazo considerado estratégico diante das movimentações partidárias e da consolidação das futuras candidaturas —, a cúpula progressista resolveu bater o martelo antes do previsto.

A decisão foi consolidada após articulações internas que esvaziaram a necessidade de uma reunião formal marcada para as 17h na sede do partido. Segundo o deputado estadual Antônio Moraes, dois fatores levaram ao cancelamento do encontro. O primeiro foi a viagem de Eduardo da Fonte a Brasília, onde teria agenda com o presidente nacional do PP, o senador Ciro Nogueira. O segundo — e mais determinante — foi um almoço político realizado horas antes, reunindo deputados e prefeitos da legenda, no qual se formou consenso unânime em torno da aliança com o PSD da governadora.

“Não havia sentido manter a outra reunião e optou-se por divulgar uma nota”, relatou Antônio Moraes, evidenciando que a decisão já estava consolidada nos bastidores. A nota oficial divulgada à imprensa destacou que, em Pernambuco, a presidência da futura Federação entre PP e União Brasil ficará sob o comando de Eduardo da Fonte, conforme previsão estatutária previamente estabelecida.

A antecipação do apoio ocorre em meio à expectativa pela homologação da Federação União Progressista, resultado da junção entre o PP e o União Brasil. A formalização da federação ainda é aguardada, mas a posição dos progressistas deixou claro que o alinhamento com Raquel Lyra independe dessa etapa final. Ao ser questionado sobre como ficaria a situação do União Brasil em Pernambuco, Antônio Moraes foi direto: “Ou eles vêm com a gente ou mudam de partido”, sinalizando que a federação, ao menos no estado, deverá seguir sob liderança e orientação política do grupo de Eduardo da Fonte.

O movimento também repercute na disputa pelo Senado. Nos bastidores, uma das vagas na chapa majoritária teria sido oferecida por Raquel Lyra ao presidente estadual do União Brasil, Miguel Coelho, mesmo diante das declarações públicas dele de que teria preferência pela candidatura do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Governo do Estado. A outra vaga ao Senado já estaria praticamente assegurada para Eduardo da Fonte, fortalecendo ainda mais o protagonismo do PP na composição governista.

Com a decisão antecipada, o PP consolida posição estratégica na base da governadora e pressiona o União Brasil a definir seu rumo político em Pernambuco. A movimentação não apenas reforça a musculatura da pré-campanha de Raquel Lyra, como também reorganiza o tabuleiro eleitoral, impondo novos cálculos às forças de oposição e evidenciando que a disputa estadual já entrou em fase decisiva, mesmo antes do calendário oficial das convenções.

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