De acordo com informações repassadas pelas autoridades e por testemunhas, o agricultor Givanildo de Lima Sousa, de 20 anos, efetuou disparos de espingarda contra o cozinheiro José Firmino da Silva Neto, de 23 anos. O crime ocorreu em plena via pública, na Rua do Cruzeiro, em frente à residência da vítima. José Firmino não resistiu aos ferimentos e morreu no local, antes da chegada do socorro.
Logo após o homicídio, moradores conseguiram deter Givanildo. Ele foi imobilizado e amarrado a uma árvore enquanto aguardavam a chegada da polícia. O que já era uma tragédia, porém, tomou proporções ainda mais graves. Segundo relatos colhidos no local, três homens chegaram pouco tempo depois e passaram a agredir o jovem com pedaços de madeira e com a própria espingarda usada no crime. A arma foi danificada durante as agressões.
As agressões foram tão intensas que Givanildo morreu ainda no local, antes que qualquer intervenção pudesse impedir o desfecho fatal. Um vídeo gravado por um morador mostra o momento em que a mãe do agricultor tenta se aproximar para evitar o espancamento, sendo contida pelo pai de José Firmino. A cena evidencia o clima de tensão, desespero e revolta que dominou a comunidade.
A Polícia Militar isolou a área até a chegada do Instituto de Criminalística, que realizou os primeiros levantamentos, recolheu vestígios e a arma de fogo, posteriormente encaminhada para perícia. Após os procedimentos, os corpos foram removidos ao Instituto de Medicina Legal para exames cadavéricos.
Durante as diligências, os agressores foram identificados como Andrey da Silva Moura, de 20 anos; Wagner Antônio de Moura, 35 anos, conhecido como Nêgo Lauro; e João Firmino da Silva Júnior, de 33 anos, irmão da primeira vítima, conhecido como Júnior Galego. Andrey foi localizado nas imediações e preso em flagrante. Em depoimento, ele confirmou participação nas agressões e apontou o envolvimento dos outros dois suspeitos, que não foram encontrados e seguem foragidos.
Segundo informações preliminares levantadas pela polícia, o primeiro homicídio teria sido motivado por uma suspeita alimentada por Givanildo. Ele acreditava que José Firmino teria ligação com a morte de seu pai, registrada no mês de janeiro. No entanto, conforme consta nos boletins policiais, não há indícios formais que comprovem qualquer participação do cozinheiro naquele crime. Familiares de ambos os jovens relataram que o agricultor teria apresentado comportamento alterado nos dias que antecederam o ocorrido.
A Polícia Civil informou que instaurou inquérito para apurar detalhadamente os dois homicídios, esclarecer as circunstâncias, confirmar responsabilidades e identificar todos os envolvidos. O caso, que expõe a escalada da violência e a prática de justiça com as próprias mãos, gerou forte comoção na comunidade rural e reacendeu o debate sobre segurança pública e conflitos familiares na região.
As investigações seguem sob responsabilidade da delegacia local, enquanto moradores ainda tentam compreender como uma suspeita sem comprovação resultou em uma tragédia dupla que abalou profundamente o distrito de Chã do Rocha.
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