sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

HÉLIO NEGÃO ENTRA NA DISPUTA PELO TCU E ABALA BASTIDORES DO PODER EM BRASÍLIA

Em um movimento que agitou os corredores de Brasília e reacendeu a guerra política pelo controle dos órgãos de fiscalização, o deputado federal Hélio Lopes, mais conhecido nacionalmente como Hélio Negão, oficializou sua candidatura à vaga de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU), trazendo à tona uma disputa marcada por alianças, acordos e tensões no meio político. 

A vaga em questão será aberta com a aposentadoria do ministro Aroldo Cedraz, prevista para ocorrer no final de fevereiro de 2026, uma cadeira tradicionalmente cobiçada por diversos grupos partidários e que mexe com o equilíbrio de forças no Congresso e no próprio TCU — corte responsável por fiscalizar e auditar as contas públicas federais. 

Hélio Negão, deputado federal pelo Partido Liberal (PL) do Rio de Janeiro, anunciou que colocou oficialmente seu nome à disposição da Câmara dos Deputados para concorrer à vaga e já afirmou contar com o apoio de mais de 80 parlamentares dispostos a assinar sua indicação. Em comunicado publicado nas redes sociais, o parlamentar disse que sua decisão foi fruto de “conversas abertas com diversas lideranças nacionais”, entre elas o ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem é conhecido por ser um aliado histórico e próximo. 

Nos bastidores, a movimentação de Hélio lança um novo foco de tensão política, justamente porque havia um acordo costurado pelo presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), com o Partido dos Trabalhadores (PT) para apoiar a nomeação do deputado Odair Cunha (PT-MG) para o cargo. Esse acordo vinha sendo visto como parte de uma articulação mais ampla de apoio político dentro da Casa, e a entrada do bolsonarista Hélio na disputa complica essa lógica de bastidores.

A disputa no Plenário — que será realizada por meio de uma votação secreta entre os deputados federais — agora conta com múltiplos nomes além de Hélio e Odair Cunha, incluindo candidatos ligados ao Centrão, como Hugo Leal (PSD-RJ) e parlamentares de outras legendas que visam a mesma cadeira. A possibilidade de fragmentação dos apoios e de mudança de rumos políticos, especialmente diante de promessas de apoio entre diferentes partidos, cria um cenário de imprevisibilidade para o resultado final.

Enquanto Hélio Negão ressalta a importância de fortalecer os órgãos de controle e garantir o respeito ao dinheiro público como pilares de sua candidatura, seus adversários e aliados de outras bancadas seguem avaliando seus movimentos com cautela, cada qual buscando assegurar espaço de influência e resultados favoráveis na corrida que definirá um dos cargos mais estratégicos para o futuro da fiscalização das contas públicas brasileiras.

A disputa — que se estende além de meros nomes e se insere no tabuleiro maior da política nacional — deve seguir sendo observada de perto, em especial pelos impactos que pode ter nas articulações do Congresso e na configuração de poder entre partidos que hoje disputam protagonismo no Brasil. 

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