Em conversa com a imprensa, João Campos foi direto ao demonstrar segurança no papel que Miguel deverá exercer nas decisões internas do bloco partidário. Para o gestor recifense, a forma como o ex-prefeito sertanejo conduz o diálogo e articula consensos será decisiva no rumo político da federação nos próximos meses.
“Acredito na condução que Miguel Coelho terá dentro da federação”, afirmou João, em uma declaração curta, mas carregada de significado político.
Nos corredores da política pernambucana, a fala foi interpretada como um recado claro. Miguel Coelho, que deixou a Prefeitura de Petrolina com forte capital político e projeção estadual, é visto como um contraponto natural à influência de Eduardo da Fonte dentro da federação. Ao endossar Miguel, João Campos demonstra que aposta em um equilíbrio interno de forças e na construção de um polo de decisão que dialogue com diferentes campos, sem concentração excessiva de poder.
O movimento também reforça a estratégia de João Campos de manter pontes ativas com lideranças que extrapolam seu campo partidário direto. Ao mesmo tempo em que fortalece Miguel Coelho, o prefeito do Recife amplia sua margem de articulação política, mirando um cenário futuro em que alianças amplas e federações partidárias terão papel determinante nas disputas eleitorais.
A Federação União Progressista surge, assim, como um espaço de disputa silenciosa, mas intensa, onde liderança, capacidade de diálogo e influência política caminham lado a lado. Ao dobrar a aposta em Miguel, João Campos deixa claro que acompanha de perto esse jogo e que não pretende ser apenas espectador. Para aliados e adversários, a mensagem é objetiva: o prefeito do Recife acredita que Miguel Coelho pode ser peça-chave para redefinir o equilíbrio interno da federação e, consequentemente, dobrar a força política de Eduardo da Fonte no tabuleiro pernambucano.
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