segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

JÚLIO LÓSSIO ADMITE VOTAR EM MIGUEL COELHO PARA O SENADO, MAS IMPÕE CONDIÇÃO, O APOIO A RAQUEL LYRA EM 2026

O ex-prefeito de Petrolina, Júlio Lóssio, voltou ao centro das articulações políticas em Pernambuco ao admitir que pode votar em Miguel Coelho caso o ex-gestor confirme candidatura ao Senado Federal em 2026. No entanto, a declaração veio acompanhada de uma condição clara e estratégica: o apoio de Miguel ao projeto de reeleição da governadora Raquel Lyra.

A sinalização de Lóssio movimenta o tabuleiro político, especialmente no Sertão do São Francisco, onde ambos construíram trajetórias marcantes, muitas vezes em lados opostos das disputas municipais. Ao afirmar que pode votar em Miguel “se ele vier” candidato ao Senado, mas condicionando esse gesto ao alinhamento com Raquel Lyra, o ex-prefeito deixa evidente que a disputa majoritária estadual será determinante para qualquer composição.

Miguel Coelho, que governou Petrolina por dois mandatos e disputou o Governo de Pernambuco em 2022, é apontado como um nome competitivo para uma das duas vagas ao Senado em 2026. Seu capital eleitoral no interior e a estrutura política consolidada nos últimos anos o colocam como peça-chave nas articulações estaduais. Porém, sua posição em relação ao Governo do Estado será decisiva para ampliar ou limitar alianças.

A postura de Lóssio demonstra pragmatismo político. Ao mesmo tempo em que abre a porta para uma eventual convergência com Miguel, reforça fidelidade ao projeto político de Raquel Lyra. A condição imposta não é apenas simbólica: ela indica que o desenho do palanque estadual terá peso direto na formação das chapas ao Senado.

Nos bastidores, analistas avaliam que a declaração antecipa o clima de 2026. Com duas vagas em disputa e voto duplo do eleitor para o Senado, alianças estratégicas podem definir o resultado final. O gesto de Lóssio não configura ainda um acordo formal, mas representa um movimento calculado que pressiona definições e reposiciona forças no cenário pernambucano.

Se Miguel Coelho confirmar candidatura e optar por apoiar Raquel Lyra, a sinalização pode abrir caminho para uma nova configuração política no Sertão e no Estado. Caso contrário, a tendência é de manutenção de campos distintos. O que fica claro é que o jogo eleitoral já começou — e cada declaração pública passa a ter peso decisivo na construção das alianças para 2026.

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