Lupi afirmou que a prioridade do PDT em Pernambuco é construir uma aliança com o prefeito do Recife, João Campos, nome natural do Partido Socialista Brasileiro (PSB) para liderar a disputa ao Governo do Estado. A estratégia inicial do partido seria integrar uma frente ampla, com Marília ocupando a vaga ao Senado na chapa encabeçada por João.
No entanto, o dirigente trabalhista também deixou claro que o partido trabalha com cenários alternativos. Caso João Campos feche sua chapa majoritária sem contemplar Marília Arraes, o PDT admite redirecionar o projeto. Nesse contexto, surge a possibilidade de diálogo com a governadora Raquel Lyra, que poderá disputar a reeleição. A condição, segundo Lupi, seria a oferta da vaga ao Senado para Marília na composição governista.
A entrevista revela um jogo aberto e estratégico. O que ainda permanece em dúvida nos bastidores é se a fala pública de Lupi teve o aval direto de Marília Arraes ou se faz parte de uma movimentação calculada para pressionar as demais forças políticas. De acordo com o jornalista Lauro Jardim, as tratativas estariam praticamente consolidadas, com cerca de 90% de chance de filiação da ex-deputada ao PDT.
Enquanto as articulações avançam nos bastidores, os números das pesquisas ajudam a explicar o entusiasmo em torno do nome de Marília. Levantamento do Datafolha divulgado no último dia 6 de fevereiro aponta a ex-parlamentar na liderança da corrida pelo Senado, com vantagem significativa sobre possíveis adversários. O desempenho é atribuído ao forte recall eleitoral acumulado nas disputas majoritárias anteriores e à visibilidade conquistada durante seu mandato como deputada federal.
Apesar da liderança confortável nas sondagens iniciais, analistas ponderam que campanhas majoritárias são dinâmicas e podem sofrer alterações ao longo do processo. O cenário ainda está em formação, e alianças partidárias tendem a redefinir forças.
Com a movimentação de Lupi, a corrida pelo Senado deixa de ser apenas uma especulação e passa a integrar oficialmente o xadrez eleitoral de 2026. Seja ao lado de João Campos, seja compondo com Raquel Lyra, Marília Arraes desponta como peça-chave na disputa. O que está em jogo agora não é apenas uma filiação partidária, mas a definição de qual projeto político ela ajudará a fortalecer no próximo ciclo eleitoral pernambucano.
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