Em entrevista publicada na coluna Painel da Folha de S.Paulo deste domingo (22), Lupi indicou que o caminho mais provável hoje é o apoio à pré-candidatura do prefeito do Recife, João Campos, do PSB, ao Governo de Pernambuco. A sinalização reforça a aproximação entre pedetistas e socialistas, sobretudo diante da construção de um palanque competitivo no campo da oposição ao atual governo estadual.
Apesar disso, o dirigente nacional deixou claro que o partido não fechou portas para a governadora Raquel Lyra, do PSD. A eventual aliança com a chefe do Executivo também está no radar, desde que haja espaço efetivo para o PDT na chapa majoritária. A principal condição colocada por Lupi é a garantia de uma vaga na disputa pelo Senado, ponto considerado inegociável nas tratativas.
Nesse contexto, ganha relevância a movimentação da ex-deputada federal Marília Arraes, atualmente no Solidariedade. Segundo Lupi, as conversas para sua filiação ao PDT estão avançadas. Caso se concretize, a entrada de Marília pode fortalecer o projeto da sigla na corrida senatorial, consolidando um nome de peso para a composição majoritária.
Entretanto, uma eventual candidatura de Marília ao Senado na chapa encabeçada por Raquel Lyra é vista como improvável nos bastidores. A ex-parlamentar tem defendido publicamente o nome do primo, João Campos, para o Governo do Estado e mantém postura crítica em relação à atual gestão estadual, o que dificulta uma composição direta com o Palácio do Campo das Princesas.
Enquanto isso, outras frentes também se movimentam. O deputado federal Túlio Gadêlha, da Rede, mantém diálogo com Lupi para viabilizar as candidaturas proporcionais do seu grupo político. Além disso, o reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes, trabalha para disputar o Governo do Estado pela federação formada por Rede e PSOL.
O projeto de Alfredo Gomes, no entanto, enfrenta um desafio interno: o PSOL já conta com um pré-candidato declarado, o ex-vereador recifense Ivan Moraes. A definição sobre quem representará a federação na disputa majoritária deverá passar por negociações internas e critérios políticos que considerem viabilidade eleitoral e unidade partidária.
Com o PDT sob comando nacional e dialogando com diferentes polos, o cenário em Pernambuco permanece aberto e dinâmico. A decisão final sobre o palanque que a legenda irá integrar poderá influenciar diretamente o equilíbrio de forças na sucessão estadual, especialmente se envolver uma candidatura competitiva ao Senado. Nos próximos meses, as articulações devem se intensificar, consolidando alianças e redefinindo estratégias em um tabuleiro cada vez mais movimentado.
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