Greovário Nicollas.
Pesquisa para o Senado sem Marília Arraes gera controvérsia e levanta debate sobre critérios adotados
Pesquisas recentes sobre a disputa ao Senado em Pernambuco têm provocado reação no meio político por apresentarem cenários sem a inclusão de nomes considerados altamente competitivos. A ausência da ex-deputada Marília Arraes em determinados levantamentos despertou críticas de aliados e analistas, que apontam possível comprometimento da fotografia eleitoral apresentada ao público. Marília é vista por apoiadores como um dos principais nomes na corrida senatorial e figura com elevado nível de reconhecimento junto ao eleitorado. Para esse grupo, levantamentos que não testam seu nome deixam de captar uma parcela relevante da intenção de voto e podem gerar interpretações incompletas sobre a liderança no cenário pré-eleitoral.
Relatos de bastidores indicam que a exclusão de candidatos com forte presença política poderia influenciar a percepção pública sobre viabilidade eleitoral. Blogs e observadores políticos sustentam que pesquisas precisam contemplar os nomes com maior densidade e lembrança eleitoral para refletir com mais precisão o humor do eleitor pernambucano. Levantamentos divulgados recentemente por institutos de grande porte mostraram Marília em posição de destaque, o que ampliou a estranheza quando outros estudos apresentaram simulações sem seu nome. A divergência entre cenários reforçou o debate sobre a importância da transparência metodológica.
Ausência de Dueire também amplia questionamentos
Outro ponto que passou a ser questionado é a não inclusão do senador Fernando Dueire em parte dos levantamentos divulgados. A retirada de um nome que atualmente exerce mandato e pode disputar a reeleição gerou dúvidas sobre os parâmetros utilizados para definir os cenários pesquisados. Analistas avaliam que, em período pré-eleitoral, deixar de fora um parlamentar em exercício pode alterar a percepção do eleitorado sobre o quadro real da disputa. Por isso, cresce a cobrança para que os institutos detalhem de forma objetiva os fundamentos técnicos que justificam essas escolhas antes da publicação dos resultados.
Aliados de Dueire afirmam que ele conta hoje com o apoio político de cerca de 70 prefeitos no estado, além de ampla articulação municipal — fator que, segundo esse grupo, tornaria sua ausência nos questionários ainda mais difícil de compreender. A não citação recorrente do seu nome em alguns levantamentos tem sido apontada como elemento que pode reduzir a visibilidade de sua competitividade no debate público.
Especialistas em opinião pública lembram que institutos podem montar diferentes cenários de teste, mas destacam que a credibilidade dos resultados está diretamente ligada à clareza na exposição da metodologia, dos critérios de inclusão de candidatos e das hipóteses consideradas. Diante das divergências, o tema da transparência metodológica voltou ao centro da discussão, com a defesa de que pesquisas eleitorais apresentem cenários amplos e tecnicamente justificados para garantir uma leitura fiel do momento político.
*Colaborador do Blog do Edney.
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