quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

PF ENCONTRA R$ 1,2 MILHÃO EM COOLER E MALA NA CASA DE CARLOS ALBERTO COELHO OLIVEIRA NETO, SOBRINHO DE EX-SENADOR

A apreensão de aproximadamente R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo dentro de um cooler térmico e de uma mala colocou o nome de Carlos Alberto Coelho Oliveira Neto, apontado como sobrinho de um ex-senador da República, no centro de uma investigação conduzida pela Polícia Federal. A descoberta ocorreu durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão autorizado pela Justiça Federal, em uma operação que, segundo fontes ligadas à apuração, investiga possíveis irregularidades financeiras ainda sob sigilo.

De acordo com informações preliminares divulgadas pelos investigadores, o dinheiro estava armazenado fora do sistema bancário, fracionado e acondicionado de forma a facilitar transporte e ocultação. O fato de a quantia estar guardada em espécie, sem registro imediato de origem comprovada, é um dos principais pontos que motivam o aprofundamento das diligências. Em investigações desse tipo, a manutenção de grandes valores fora do circuito financeiro formal costuma acender alertas sobre possível ocultação patrimonial, sonegação ou lavagem de dinheiro — hipóteses que dependem de comprovação técnica e documental ao longo do inquérito.

A apuração agora busca identificar a origem exata dos recursos, rastrear movimentações financeiras anteriores e verificar se há correspondência entre o montante apreendido e a renda declarada pelo investigado. Peritos federais devem analisar celulares, computadores e documentos recolhidos na operação para mapear eventuais conexões empresariais, contratos ou transferências bancárias que expliquem a existência do dinheiro. O cruzamento de dados fiscais e bancários é considerado etapa central para esclarecer se o valor tem lastro lícito ou se pode estar vinculado a alguma prática criminosa.

Até o momento, não há informação oficial de que o ex-senador mencionado tenha sido alvo direto da operação, nem de que exista acusação formal contra ele. A investigação, segundo fontes, concentra-se inicialmente na movimentação financeira atribuída a Carlos Alberto Coelho Oliveira Neto. O caso pode evoluir para novas fases, caso surjam indícios de participação de terceiros ou de ligação com contratos públicos, financiamento eleitoral ou operações empresariais suspeitas.

O inquérito deverá ser acompanhado pelo Ministério Público Federal, que poderá oferecer denúncia à Justiça caso entenda haver elementos suficientes para caracterização de crime. Enquanto isso, o material apreendido passa por contagem oficial, perícia e análise contábil detalhada. A defesa do investigado ainda pode apresentar documentação que comprove a origem legal dos valores, o que será considerado no andamento do processo.

O episódio reacende o debate sobre o uso de dinheiro em espécie em grandes volumes no Brasil. Embora não seja ilegal manter recursos fora do banco, valores elevados armazenados dessa forma geralmente despertam suspeitas quando não acompanhados de comprovação fiscal compatível. O desfecho da investigação dependerá da capacidade das autoridades de reconstruir o caminho do dinheiro — desde sua origem até o momento em que foi encontrado dentro de um cooler e de uma mala — e de esclarecer se há, de fato, ilícito ou apenas irregularidade administrativa.

Nos bastidores políticos, o caso já provoca repercussão e pressão por esclarecimentos rápidos. A expectativa é que, nas próximas semanas, novos detalhes venham a público à medida que a análise técnica avance e quebras de sigilo, se autorizadas, ampliem o alcance das apurações.

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