sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

PP MARCA REUNIÃO DECISIVA APÓS NOVO ENCONTRO ENTRE EDUARDO DA FONTE E RAQUEL LYRA E ADIA DEFINIÇÕES SOBRE 2026

O xadrez político de Pernambuco ganhou novos contornos esta semana após o segundo encontro entre a governadora Raquel Lyra e o presidente estadual da Federação União Progressista, Eduardo da Fonte. Diferentemente da primeira conversa, realizada na segunda-feira e marcada por momentos de tensão, a reunião mais recente foi descrita por participantes como “boa e muito produtiva”, sinalizando uma tentativa de distensionar o ambiente e reorganizar o diálogo entre as forças envolvidas.

No centro da discussão está o ritmo das definições eleitorais para este ano. Raquel Lyra demonstrou interesse em acelerar o processo e consolidar alianças o quanto antes. Do outro lado, o PP, principal força dentro da federação no estado, manteve posição firme ao defender que qualquer decisão mais robusta seja tomada apenas após o encerramento da janela partidária, fixando o dia 5 de abril como marco estratégico para bater o martelo.

Como desdobramento das conversas, Eduardo da Fonte convocou para o próximo dia 23 uma reunião da executiva estadual do PP. O objetivo é estabelecer um calendário oficial com os próximos passos da legenda no processo eleitoral, organizando prazos, estratégias e critérios para definição de posicionamento. A reunião deve funcionar como um ponto de alinhamento interno antes de qualquer anúncio público.

Nos bastidores, a diferença de tom entre o primeiro e o segundo encontro chama atenção. Na reunião de segunda-feira, o clima ficou tenso em alguns momentos, a ponto de o grupo optar por encerrar a conversa e retomá-la posteriormente, já nesta quinta-feira. A reabertura do diálogo indica que, apesar das divergências, há disposição para manter a construção política aberta.

A Federação União Progressista reúne PP e União Brasil, mas, em Pernambuco, o Progressistas detém maioria na executiva estadual. Isso significa que, em eventual divergência interna, o partido comandado por Eduardo da Fonte tende a fazer prevalecer sua estratégia. O União Brasil, dirigido no estado pelo ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, acompanha o debate e pode ter posicionamento próprio dentro da federação.

O movimento do PP demonstra cautela calculada. Ao insistir na data de 5 de abril, um dia após o fim da janela partidária, a legenda preserva margem de manobra para avaliar o cenário completo, inclusive possíveis migrações de lideranças e rearranjos partidários. Para Raquel Lyra, a antecipação das definições fortaleceria a estabilidade da base e daria previsibilidade ao processo político.

Com a reunião do dia 23, o PP transforma o impasse em pauta formal e institucional. Mais do que uma simples agenda interna, o encontro pode definir o ritmo das articulações da federação no estado e influenciar diretamente a configuração das alianças para 2026. O cenário permanece aberto, mas uma coisa é certa: o calendário agora virou peça central no jogo político pernambucano.

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