No último dia de programação, o prefeito João Campos percorreu estruturas estratégicas montadas para o evento, visitando a Central do Artesanato e a Central da Mulher, além de acompanhar de perto a movimentação nos polos de Jardim São Paulo, Ibura, Casa Amarela e no emblemático Marco Zero, coração simbólico da folia recifense. A presença do gestor reforçou o tom institucional de uma festa que, além da animação, foi marcada por planejamento e logística robusta.
Em coletiva concedida no palco principal do Marco Zero, João destacou que o Carnaval 2026 superou expectativas tanto em público quanto em organização. Segundo ele, a avaliação popular apontou alto índice de aprovação, especialmente nos quesitos estrutura e limpeza. Equipes trabalharam diariamente em regime intensivo, garantindo varrição e lavagem constantes das vias públicas, o que contribuiu para manter a cidade preparada para receber milhões de pessoas com conforto e segurança.
Entre as novidades deste ano, a Arena Gastronômica ganhou protagonismo ao reunir empreendedores locais e valorizar a culinária regional, ampliando oportunidades de renda durante o período momesco. A nova Central de Artesanato também se destacou como vitrine da economia criativa, impulsionando artistas e artesãos pernambucanos. Já a nova Central da Mulher reforçou a política de proteção e acolhimento, oferecendo suporte especializado e fortalecendo a rede de enfrentamento à violência, um passo importante para tornar a festa ainda mais segura e inclusiva.
Nos polos descentralizados, a diversidade musical foi a tônica do encerramento. Em Jardim São Paulo, o público acompanhou apresentações de Mônica Feijó, André Rio e Fafá de Belém, reunindo gerações em um repertório que passeou pelo frevo e pela música popular brasileira. No Ibura, a energia ficou por conta de Michelle Melo e do grupo Molejo, que animaram uma multidão vibrante. Já em Casa Amarela, os shows de Tavara Andreza, Nando Cordel e Luca de Melo garantiram um encerramento marcado pela pluralidade de ritmos.
A descentralização, marca consolidada da gestão municipal, permitiu que bairros historicamente afastados do circuito tradicional recebessem grandes estruturas e atrações de peso, democratizando o acesso à cultura e reduzindo a necessidade de grandes deslocamentos. O impacto também foi sentido na economia, com fortalecimento do comércio informal, rede hoteleira e serviços ligados ao turismo.
Ao final da maratona carnavalesca, o Recife não apenas celebrou a folia, mas reafirmou sua identidade como capital da cultura popular. Entre frevos, maracatus, blocos líricos e shows de artistas consagrados, a cidade demonstrou que tradição e inovação podem caminhar juntas, fazendo do Carnaval 2026 um capítulo memorável na história da festa que transforma o Recife em palco aberto para o mundo.
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