sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

REUNIÃO ENTRE MIGUEL COELHO E HUMBERTO COSTA AGITA TABULEIRO POLÍTICO E EMBARALHA DISPUTA PELO SENADO EM PERNAMBUCO

A sucessão de movimentos estratégicos envolvendo o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e o senador Humberto Costa reacendeu, com força, as articulações para a formação da chapa ao Senado pela Frente Popular nas eleições de 2026. O encontro entre os dois líderes, realizado poucos dias após Miguel se reunir com o presidente nacional do União Brasil, Antônio Rueda, ampliou as especulações nos bastidores e colocou o cenário estadual em nova ebulição.

Embora o conteúdo da conversa tenha sido mantido sob reserva, a divulgação de uma fotografia conjunta nas redes sociais foi suficiente para provocar interpretações diversas no meio político. Humberto Costa trabalha abertamente pela reeleição ao Senado, enquanto Miguel Coelho intensifica seus passos para consolidar sua própria candidatura à Casa Alta. A coincidência de projetos abriu espaço para a leitura de que ambos podem buscar uma composição dentro do mesmo campo político, dependendo do desenho final das alianças.

Nos bastidores, Miguel já recebeu da direção nacional do União Brasil a sinalização de apoio para disputar uma vaga ao Senado. O aval, contudo, não é o único obstáculo a ser superado. A decisão passa também pela Federação União Progressista — formada por União Brasil e Progressistas — cuja dinâmica interna em Pernambuco adiciona um grau extra de complexidade ao processo. O PP estadual mantém interlocução mais próxima com a governadora Raquel Lyra, o que pode influenciar diretamente os rumos da federação no estado.

Ao mesmo tempo, Miguel Coelho tem emitido sinais claros de alinhamento com o prefeito do Recife, João Campos, apontado como principal adversário político de Raquel Lyra e nome cotado para disputar o Governo de Pernambuco em 2026. Essa aproximação fortalece a hipótese de que o ex-prefeito de Petrolina possa integrar uma eventual chapa vinculada à Frente Popular, ampliando o leque de alianças e redesenhando forças no campo oposicionista ao Palácio do Campo das Princesas.

A movimentação revela que a disputa pelas vagas ao Senado tende a ser um dos eixos centrais da engenharia política no estado. Com duas cadeiras em jogo, os acordos precisarão equilibrar interesses partidários, estratégias regionais e projeções nacionais. Cada gesto público, cada encontro reservado e cada fotografia publicada passam a ser analisados como peças de um quebra-cabeça maior.

O cenário permanece aberto e em construção. As decisões internas das federações, a definição das candidaturas ao Governo do Estado e o posicionamento das principais lideranças deverão influenciar diretamente o desfecho dessa articulação. Até lá, a política pernambucana seguirá marcada por sinais, recados e movimentos cuidadosamente calculados — todos com os olhos voltados para 2026.

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