quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

REVIRAVOLTA NO CASO QUE CHOCOU O AGRESTE: DNA INOCENTA SUSPEITO E INVESTIGAÇÃO SOBRE MORTE DE IDOSA SEGUE SEM RESPOSTAS

Dois meses após um dos crimes mais impactantes já registrados em Lajedo, no Agreste de Pernambuco, uma reviravolta mudou os rumos da investigação sobre a morte da idosa Maria Lins de Almeida, de 88 anos. O laudo do exame de DNA concluiu que o homem apontado até então como principal suspeito não teve qualquer participação no assassinato, desmontando a principal linha de apuração que vinha sendo considerada desde o início do caso.

O morador, residente na mesma comunidade onde a vítima vivia, havia sido detido no mesmo dia em que partes do corpo da idosa foram encontradas em uma área da cidade, o que gerou forte comoção popular e levantou suspeitas imediatas sobre sua possível ligação com o crime. A partir disso, a Polícia Civil recolheu material biológico para exames periciais, procedimento padrão em investigações dessa gravidade.

Com a conclusão do laudo, no entanto, a perícia foi categórica ao apontar que não houve qualquer compatibilidade genética entre o material coletado e os vestígios encontrados na cena do crime. A confirmação inocenta formalmente o homem, que passou a ser vítima de uma série de consequências provocadas por um julgamento precipitado.

Antes mesmo da divulgação do resultado do exame, a residência do suspeito foi alvo da revolta de moradores. O imóvel foi invadido, depredado e incendiado, resultando na perda total da casa e de todos os pertences. O episódio expõe o clima de tensão e indignação que tomou conta da cidade, mas também revela o risco de atos impulsivos baseados apenas em suspeitas.

Enquanto isso, o crime contra Maria Lins de Almeida continua envolto em mistério. Até o momento, o corpo da idosa ainda não foi localizado, o que amplia a angústia da família e aumenta a complexidade das investigações. A apuração segue sob responsabilidade da Delegacia de Lajedo, coordenada pelo delegado Cledinaldo Menezes, que mantém equipes empenhadas na coleta de novas informações e na busca por pistas que levem aos verdadeiros responsáveis.

A Polícia Civil reforça o apelo à população para que qualquer informação relevante seja repassada de forma anônima às autoridades. Detalhes que possam parecer pequenos podem ser decisivos para esclarecer o caso, localizar o corpo da vítima e identificar quem cometeu o crime.

O caso, que já provocou dor, revolta e injustiça, continua em aberto. Agora, com a exclusão do principal suspeito, a investigação entra em uma nova fase, marcada pela urgência de respostas e pela necessidade de que a justiça seja feita, tanto para a memória da vítima quanto para reparar os danos causados a um inocente.

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