segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

VIDEOMONITORAMENTO DE SERTÂNIA VOLTA AO CENTRO DO DEBATE APÓS CONTRATO DE QUASE R$ 2 MILHÕES E NOVA LICITAÇÃO PROMETENDO REDUÇÃO DE CUSTOS

O sistema de videomonitoramento de Sertânia voltou a dominar as discussões políticas e administrativas do município após o anúncio de que a atual gestão municipal deverá lançar uma nova licitação para reestruturar completamente o serviço de vigilância eletrônica. A medida reacende questionamentos sobre o contrato firmado na administração anterior, que alcançou o montante de quase R$ 2 milhões para implantação do sistema de câmeras na cidade.

O investimento foi realizado durante o governo do então prefeito Ângelo Ferreira, ligado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). À época, o projeto foi apresentado como um avanço significativo para a segurança pública local, com a instalação de equipamentos em pontos estratégicos e promessa de monitoramento constante. No entanto, o valor do contrato passou a ser alvo de críticas de parte da população, que considera o montante elevado diante da realidade econômica do município.

Moradores têm questionado não apenas o custo inicial, mas também a efetividade do sistema implantado. Há relatos de dúvidas quanto ao funcionamento integral das câmeras e à capacidade operacional da central de monitoramento. “A segurança é essencial, mas precisa ser feita com responsabilidade. Não é só investir, é garantir que funcione e que o custo seja justo”, comentou um comerciante da área central, sob condição de anonimato.

De acordo com informações divulgadas pela atual administração, a modelagem contratual anterior é considerada financeiramente pesada para os cofres públicos, especialmente no que diz respeito às despesas de manutenção, suporte técnico e operação contínua do sistema. Técnicos da prefeitura teriam apontado que os custos recorrentes dificultam a sustentabilidade do contrato a longo prazo.

Diante desse cenário, a prefeita anunciou que deverá abrir um novo processo licitatório com a proposta de reduzir significativamente os gastos e, ao mesmo tempo, modernizar a estrutura tecnológica. A intenção é ampliar a cobertura do videomonitoramento, priorizando áreas de maior circulação, polos comerciais, escolas e acessos ao município. O plano também prevê a implantação ou reestruturação de uma central de vigilância com funcionamento ininterrupto, operando 24 horas por dia.

A gestão sustenta que o avanço tecnológico dos últimos anos permite hoje a aquisição de equipamentos mais modernos, com maior capacidade de armazenamento, melhor definição de imagem e integração com sistemas de inteligência, por valores mais acessíveis do que os praticados anteriormente. A promessa é aliar eficiência operacional, cobertura estratégica e responsabilidade fiscal.

O anúncio da nova licitação deverá intensificar o debate político nas próximas semanas. Setores da oposição defendem uma análise detalhada do contrato anterior, enquanto aliados da gestão atual reforçam o discurso de que a prioridade é garantir segurança pública sem comprometer o orçamento municipal.

Especialistas em administração pública destacam que processos licitatórios mais competitivos tendem a gerar economia aos cofres públicos, desde que sejam conduzidos com transparência e critérios técnicos bem definidos. A expectativa é que o edital traga exigências claras quanto à qualidade dos equipamentos, tempo de resposta técnica, manutenção preventiva e indicadores de desempenho.

Enquanto a nova fase não é oficialmente iniciada, a população acompanha com atenção os desdobramentos. O desafio colocado à gestão municipal é equilibrar investimento em segurança com prudência fiscal, assegurando que o videomonitoramento cumpra sua função preventiva e investigativa sem representar um peso excessivo para o município.

Em meio às discussões, uma certeza permanece: a segurança pública continua sendo uma das principais demandas da população de Sertânia, e qualquer decisão sobre o sistema de monitoramento terá impacto direto na percepção de proteção e na confiança da sociedade nas ações do poder público.

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