segunda-feira, 16 de março de 2026

ACORDO DE BASTIDORES PODE LEVAR MARÍLIA ARRAES E SILVIO COSTA FILHO PARA O SENADO NA CHAPA DE RAQUEL LYRA

Um movimento político que vem ganhando força nos bastidores da política pernambucana pode alterar o cenário da disputa pelo Senado nas eleições de 2026. De acordo com informações divulgadas pelo Blog Dantas Barreto, existe um entendimento político entre a ex-deputada federal Marília Arraes e o ministro de Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho para que ambos disputem as duas vagas ao Senado Federal na chapa liderada pela governadora de Pernambuco, Raquel Lyra.

Segundo a apuração do blog, o acordo entre os dois líderes políticos seria claro: um só aceitaria disputar a vaga se o outro também estivesse na mesma chapa. Essa condição teria sido colocada durante conversas com a governadora quando surgiram as possibilidades de composição para a eleição majoritária.

A articulação ganhou ainda mais repercussão após um encontro entre Marília e Silvio Costa Filho em Brasília. Os dois fizeram questão de divulgar a reunião nas redes sociais, reforçando a aproximação política. Na publicação, o ministro destacou a parceria com uma mensagem direta: “Vamos juntos fortalecer o time de Lula”, numa referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com quem ambos mantêm alinhamento político.

Ainda de acordo com o Blog Dantas Barreto, aliados próximos de Silvio Costa Filho confirmaram que ele se reuniu com a governadora Raquel Lyra no último sábado, intensificando as conversas sobre o futuro político em Pernambuco. Marília Arraes também já teria conversado com a governadora em torno do mesmo assunto.

Outro elemento importante nesse tabuleiro político foi revelado pelo presidente nacional do Partido Democrático Trabalhista, Carlos Lupi. Segundo ele, Raquel demonstrou interesse em ter Marília Arraes — que deve se filiar ao partido — integrando sua chapa na disputa eleitoral.

Nos bastidores, o movimento também seria resultado de insatisfações dentro do campo político liderado pelo prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo do Estado, João Campos. Marília Arraes, Silvio Costa Filho e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho vinham sendo apontados como aliados do socialista, mas não houve, até o momento, definição clara sobre quem ocuparia a segunda vaga ao Senado em uma eventual chapa encabeçada por João.

Nesse cenário, a primeira vaga já estaria praticamente encaminhada para o senador Humberto Costa, do Partido dos Trabalhadores, o que teria gerado desconforto entre outros possíveis postulantes.

A situação ganhou novos capítulos quando surgiram informações de que João Campos iniciou conversas com o presidente do Progressistas, o deputado federal Eduardo da Fonte, para que ele também dispute uma vaga no Senado. O detalhe é que o PP integra a base de apoio do governo Raquel Lyra e possui representantes ocupando cargos na gestão estadual.

No meio dessa complexa articulação política surge ainda outro nome interessado na composição majoritária. O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco, Álvaro Porto, mantém o desejo de ser indicado como candidato a vice-governador dentro da Frente Popular.

Com o prazo para troca de partidos, novas filiações e desincompatibilização de cargos se encerrando no próximo dia 3 de abril, a expectativa nos bastidores é de que João Campos intensifique o diálogo com aliados estratégicos, incluindo Marília Arraes, Silvio Costa Filho e Miguel Coelho, numa tentativa de evitar possíveis mudanças de lado e preservar a unidade do grupo político.

Enquanto isso, a possibilidade de uma aliança envolvendo Marília e Silvio Costa Filho na chapa de Raquel Lyra segue movimentando os bastidores e aumentando a tensão no cenário político estadual, indicando que as próximas semanas serão decisivas para a formação das alianças que irão marcar a corrida eleitoral em Pernambuco.

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