Ao todo, 12 passagens molhadas foram arrastadas pela correnteza, interrompendo o tráfego e dificultando o acesso a comunidades inteiras. A situação se agravou com a destruição completa da ponte principal que liga a cidade, considerada estratégica para o deslocamento diário de moradores, transporte escolar, escoamento da produção rural e atendimento de saúde.
Diante do cenário crítico, o Governo do Estado entrou em ação por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que já iniciou a construção de um acesso provisório para restabelecer a mobilidade e reduzir os impactos no cotidiano da população. Além disso, foi assumido o compromisso de reconstrução definitiva da ponte principal — obra vista como essencial para que o município retome plenamente sua rotina econômica e social.
Enquanto as máquinas trabalham na infraestrutura, a dimensão social da tragédia também mobiliza esforços intensos. De acordo com levantamento da Prefeitura, 147 famílias foram diretamente atingidas pela enchente. Dessas, 20 ficaram desalojadas e precisaram deixar suas casas. No povoado de Riacho Dantas, 49 famílias ficaram ilhadas, dependendo de apoio emergencial para alimentação e assistência básica.
A resposta da gestão municipal foi rápida. Em menos de 24 horas, equipes conseguiram restabelecer o acesso ao município por meio de estradas vicinais. Também foi aberta uma via provisória até Riacho Dantas, garantindo que as famílias isoladas recebessem atendimento.
Paralelamente, foi desencadeada uma ampla operação de apoio humanitário e recuperação emergencial, incluindo:
Principais impactos da enchente em Calçado:
Destruição de 12 passagens molhadas;
Colapso total da ponte principal do município;
Prejuízo estimado em R$ 11 milhões na infraestrutura;
147 famílias atingidas diretamente;
20 famílias desalojadas;
49 famílias ilhadas no povoado Riacho Dantas;
Comprometimento do tráfego urbano e rural;
Prejuízos ao escoamento da produção agrícola;
Danos a móveis, utensílios e residências.
Ações emergenciais realizadas:
Limpeza intensiva das ruas e remoção de entulhos;
Apoio direto às famílias afetadas;
Recuperação de móveis e bens;
Distribuição de alimentos e cestas básicas;
Entrega de roupas, kits de higiene, colchões e cobertas;
Inclusão das famílias desalojadas no programa de aluguel social;
Construção de acessos provisórios e estrada emergencial.
O prefeito Zé Elias utilizou as redes sociais para alertar que o município não conseguirá se reerguer sozinho diante da dimensão dos danos. Segundo ele, a prioridade agora é garantir assistência às famílias e acelerar a reconstrução da cidade, mas será indispensável o apoio dos governos estadual e federal para viabilizar os recursos necessários.
Apesar da gravidade do cenário, a cidade demonstra espírito de união. Servidores municipais, voluntários e moradores atuam juntos na limpeza e na reorganização das áreas afetadas. A expectativa é que, com o apoio institucional já anunciado e a mobilização local, Calçado consiga transformar o momento de crise em um processo de reconstrução mais estruturado e resiliente.
A enchente deixa marcas profundas, mas também reforça a necessidade de investimentos em infraestrutura preventiva, planejamento urbano e ações que reduzam a vulnerabilidade diante de eventos climáticos extremos que, cada vez mais, desafiam municípios do interior pernambucano.
Nenhum comentário:
Postar um comentário