sábado, 21 de março de 2026

CARLOS COSTA É ANUNCIADO VICE DE JOÃO CAMPOS E PROMETE DEDICAÇÃO TOTAL: "VOCÊ TERÁ UM COMPANHEIRO LEAL"

Na manhã desta sexta-feira (20), durante evento que marcou o lançamento da pré-candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco, o Republicanos anunciou Carlos Costa como pré-candidato a vice-governador na chapa liderada pelo prefeito do Recife (PSB). Em discurso inflamado e de tom de lealdade, Carlos garantiu empenho integral na campanha e alinhamento com as bandeiras do projeto da Frente Popular.

"Tenha certeza de que você vai ter um companheiro leal do seu lado", afirmou Carlos Costa, prometendo trabalho “24 horas por dia” para ampliar a atuação da chapa no estado. A fala buscou transmitir confiança e unidade política, além de marcar compromisso com a base aliada que sustenta a pré-candidatura de João Campos.

Ligação entre projeto estadual e governo federal
No palanque, Carlos vinculou abertamente o projeto estadual ao governo federal do presidente Lula, destacando que Pernambuco precisa aproveitar as políticas públicas em curso para enfrentar a desigualdade social. Citou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), como exemplo de liderança capaz de levar adiante a agenda econômica do atual governo, mencionando especificamente a reforma tributária como um marco de modernização.

"Temos de rodar o estado levando essas bandeiras do presidente Lula", declarou o pré-candidato, reforçando a necessidade de sinergia entre as esferas federal e estadual para potencializar programas sociais e investimentos.

Perfil e currículo de Carlos Costa
Carlos Costa, 40 anos, é economista formado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap) e advogado pela Faculdade Nova Roma, com pós-graduação em Direito do Trabalho e MBA em Gestão Empresarial. Em atuação profissional, acumula experiência jurídica desde 2016, com foco em direito do petróleo e gás e consultoria legislativa e econômica.

Filho do ex-deputado Silvio Costa e irmão do ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho (Republicanos), Carlos traz ao projeto tanto repertório técnico quanto vínculo familiar com figuras influentes da política pernambucana. Sua escolha para compor a chapa é apresentada pelo grupo como um movimento para fortalecer o aspecto técnico do projeto de João Campos e ampliar o arco de alianças com os Republicanos.

Apelo à memória política e continuidade
No discurso, Carlos buscou também resgatar referências históricas da política local, citando nomes como Miguel Arraes e Eduardo Campos para situar a candidatura dentro de uma tradição de continuidade da Frente Popular. "2006 foi a eleição de Eduardo Campos. E 2026 será a nossa eleição", disse, numa tentativa de mobilizar a militância e conectar narrativas históricas ao projeto atual.

Unidade e mobilização do grupo
Além de Carlos e João, subiu ao palanque o ministro Silvio Costa Filho, que pediu unidade no grupo e defendeu que o eleitorado que apoiar João também mantenha o voto em Lula, consolidando a ideia de um "time" alinhado entre Pernambuco e o governo federal.

Repercussão e próximos passos
O anúncio formaliza uma aliança estratégica que busca combinar a força política local de João Campos com a penetração nacional do apoio ao governo Lula. A pré-campanha agora deverá intensificar visitas pelo interior, agendas setoriais e debates públicos para consolidar imagem, ampliar palanques regionais e disputar votos na corrida ao governo do estado.

Com a oficialização da dobradinha João Campos–Carlos Costa, a disputa em Pernambuco ganha um contorno mais definido: uma chapa que aposta em técnica, herança política e alinhamento com o projeto federal para enfrentar os desafios da desigualdade e infraestrutura no estado.

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