De acordo com informações repassadas pela corporação, a equipe do Grupo de Patrulhamento Tático realizava rondas de rotina no Km 62 da rodovia quando avistou o carro parado no acostamento, aparentemente abandonado e sem a presença de ocupantes nas imediações. A ausência de movimentação e o fato de o veículo estar destrancado despertaram suspeitas imediatas.
Ao abrir as portas e o porta-malas, os policiais se depararam com uma cena chocante: os 18 animais estavam comprimidos em um espaço inadequado, empilhados uns sobre os outros, sem ventilação suficiente. Sete deles já estavam mortos, provavelmente em decorrência da falta de oxigênio e do intenso aperto. Os outros 11 ainda apresentavam sinais vitais, mas estavam visivelmente debilitados.
Diante da situação, os animais sobreviventes foram resgatados e encaminhados ao pátio da Delegacia da PRF em Caruaru, onde receberam água e alimentação emergencial. Posteriormente, todos foram direcionados à Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco (Adagro), órgão responsável por avaliar as condições sanitárias e adotar os procedimentos cabíveis.
O caso será investigado pela Polícia Civil de Pernambuco, que buscará identificar o proprietário do veículo e apurar as circunstâncias do transporte irregular. A suspeita inicial é de que os animais estivessem sendo levados de forma clandestina, possivelmente para comercialização ou abate, sem qualquer autorização ou cuidado com o bem-estar animal.
Além da possível prática de maus-tratos, o transporte irregular de animais em rodovias federais configura infração e pode resultar em penalidades administrativas e criminais, incluindo multa e responsabilização judicial.
O episódio reacende o debate sobre fiscalização e respeito às normas de transporte animal, especialmente em regiões onde a atividade agropecuária é intensa. A BR-104 é uma das principais vias de ligação do Agreste, com grande fluxo de cargas e veículos, o que exige vigilância constante das autoridades.
Enquanto a investigação avança, o caso provoca indignação e reforça a importância da atuação integrada entre os órgãos de segurança e fiscalização para coibir práticas ilegais e garantir o bem-estar dos animais
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