segunda-feira, 30 de março de 2026

CHEIA DO RIO UNA TRANSFORMA CENÁRIO EM SÃO BENTO DO UNA E AÇUDE VELHO VOLTA A SANGRAR APÓS FORTES CHUVAS

As primeiras horas desta manhã foram marcadas por um cenário impressionante e ao mesmo tempo preocupante no município de São Bento do Una, no Agreste pernambucano. Após dias de chuvas intensas na região, o nível do Rio Una subiu de forma significativa, provocando a cheia que levou o Açude Velho — um dos principais reservatórios locais — a atingir sua capacidade máxima e começar a sangrar.

Registros enviados por um leitor revelam a força das águas no paredão do açude, onde o volume excedente transborda com intensidade, formando uma espécie de cascata contínua. As imagens mostram a água jorrando com pressão, evidenciando não apenas a força da natureza, mas também o impacto direto das precipitações acumuladas nos últimos dias em toda a bacia hidrográfica do Rio Una.

Outro ponto que chama atenção nas imagens é a situação da estrada nas proximidades do açude. Trechos ficaram completamente cobertos pela água, dificultando o tráfego de veículos e exigindo atenção redobrada de motoristas e moradores que circulam pela área. Em alguns pontos, a via praticamente desaparece sob a lâmina d’água, aumentando o risco de acidentes.

A cheia reacende o alerta para áreas ribeirinhas e comunidades próximas ao leito do Rio Una, que historicamente sofrem com alagamentos em períodos de chuva mais intensa. Apesar de o fenômeno também representar um alívio para o abastecimento hídrico — especialmente após períodos de estiagem —, o excesso de água pode trazer transtornos significativos à população.

Moradores relatam que o volume atual chama atenção pela rapidez com que o nível subiu, reflexo direto das chuvas concentradas não apenas em São Bento do Una, mas também em municípios vizinhos que contribuem para o aumento da vazão do rio.

Até o momento, não há informações oficiais sobre danos estruturais mais graves, mas a recomendação é de cautela. Autoridades locais devem intensificar o monitoramento da barragem e das áreas de risco, enquanto a população acompanha com atenção a evolução do nível das águas.

O episódio reforça a dualidade comum no semiárido nordestino: a chuva, ao mesmo tempo em que representa vida, fartura e esperança para o homem do campo, também exige vigilância constante diante de seus efeitos mais extremos. Em São Bento do Una, o dia amanheceu com esse retrato vivo — de beleza natural e de alerta — estampado nas águas que agora dominam o Açude Velho.

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