Paralisado há cerca de uma década, o equipamento público volta a ganhar vida com um investimento robusto que ultrapassa os R$ 700 mil. A iniciativa reúne esforços do Governo de Pernambuco e de recursos federais, além de aportes específicos para garantir não apenas a construção, mas também o pleno funcionamento da estrutura. Ao todo, serão R$ 660 mil destinados à obra — sendo R$ 340 mil do Estado e R$ 320 mil por meio de convênio federal — acrescidos de R$ 50 mil para o enxoval e R$ 20 mil mensais para manutenção contínua.
Durante o ato, Débora Almeida assumiu protagonismo ao destacar a mudança de postura na gestão pública estadual, ressaltando a importância de tirar projetos do papel e transformar promessas em realidade concreta. Com experiência como ex-prefeita, a parlamentar fez um comparativo direto com gestões anteriores, enfatizando que o cenário atual representa um avanço significativo para o interior pernambucano. Segundo ela, a população mais vulnerável passa a ser, de fato, prioridade nas ações governamentais, com políticas que chegam à ponta e impactam diretamente o cotidiano das pessoas.
A governadora Raquel Lyra, por sua vez, reforçou o caráter emergencial e transformador da obra, projetando um prazo de até quatro meses para a conclusão e início das atividades. A expectativa é de que cerca de 200 pessoas sejam beneficiadas diariamente com refeições de qualidade, garantindo segurança alimentar em uma região historicamente marcada por desafios socioeconômicos.
Mais do que um espaço para oferta de alimentação, a cozinha terá papel estratégico na formação e autonomia da população local. A estrutura prevista inclui padaria, cozinha industrial totalmente equipada e uma horta comunitária, além de integração com a rede municipal de ensino. O objetivo é promover capacitação profissional, geração de renda e valorização dos saberes tradicionais, criando oportunidades especialmente para a população jovem e para as mulheres da comunidade.
Reconhecida desde 2005 pela Fundação Cultural Palmares, a Comunidade Quilombola do Angico reafirma, com a retomada do projeto, sua trajetória de resistência e afirmação cultural. A chegada da Cozinha Quilombola representa, nesse contexto, mais do que uma política pública: é um símbolo de reconhecimento histórico e de fortalecimento da identidade negra no Agreste Meridional.
Com a articulação política de Débora Almeida e a condução administrativa de Raquel Lyra, o projeto que por anos permaneceu estagnado ganha novo ritmo e perspectiva. A obra passa a ser vista como um marco da atual gestão estadual, que aposta em ações concretas para reduzir desigualdades e promover inclusão social, especialmente nas áreas mais distantes dos grandes centros.
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