Mas a jogada, ao que tudo indica, cobra um preço alto e imediato. No mesmo dia em que o pedido veio à tona, o relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar, do PL de Alagoas, passou de acusador a acusado. O deputado Lindbergh Farias e a senadora Soraya Thronicke acionaram a Polícia Federal diante de indícios gravíssimos: suspeitas de estupro de vulnerável e tentativa de compra de silêncio. Segundo o documento apresentado, há elementos que indicariam, em tese, violência sexual contra uma menina de 13 anos, com consequências ainda mais perturbadoras: uma gravidez e o nascimento de uma criança que hoje teria cerca de oito anos.
Diante de um quadro tão grave, o mínimo que se espera é coerência institucional e compromisso com a verdade. Se há acusações contra Lulinha, que sejam investigadas com base em provas concretas e dentro do devido processo legal. Da mesma forma, e com ainda mais urgência, pela natureza dos fatos, as denúncias envolvendo o relator da CPMI precisam ser apuradas com rigor absoluto pela Polícia Federal. O país não pode aceitar que investigações sejam usadas como armas políticas, nem que denúncias de tamanha gravidade sejam tratadas com seletividade ou conveniência.
Nenhum comentário:
Postar um comentário