terça-feira, 24 de março de 2026

FLÁVIO BOLSONARO LARGA JINGLE CONTRA O CENTRÃO, FAZ MANCADA E TEM QUE CORRER PARA SE RETRATAR


O que era para ser um show de pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Nordeste acabou se transformando em um desastre estratégico. O senador lançou um jingle que, em vez de cativar eleitores, atacou gratuitamente o Centrão e parceiros em potencial, com frases do tipo “o Centrão vai cair do cavalo” e “Agora o Brasil é Flávio. E Flávio é Bolsonaro”. O resultado? Um mal-estar imediato entre aliados que poderiam ser fundamentais para sua campanha, e um corre-corre da equipe para tentar apagar o fogo.

O jingle, que pretendia fixar o nome de Flávio na cabeça do eleitor, acabou desarmando a própria candidatura. Dirigentes do Centrão, blocos que detêm influência decisiva no Congresso e que poderiam compor alianças estratégicas, viram-se atacados de forma desnecessária e gratuita. A letra, mais provocativa do que persuasiva, transformou uma tentativa de marketing político em um episódio de constrangimento público, expondo o quanto o senador ainda precisa aprender a equilibrar retórica agressiva com pragmatismo político.

Nos dias seguintes, a retratação não poderia ter sido mais clara: a assessoria de Flávio disse que o material não havia sido aprovado e que jamais deveria ter sido usado, admitindo tacitamente que a música foi um tiro no pé. A campanha prometeu maior cautela nos próximos eventos, tentando recuperar aliados irritados e salvar a própria imagem diante de partidos que agora observam cada movimento com desconfiança.

O episódio mostra que, no mundo real da política, provocação gratuita contra possíveis parceiros não é sinal de força, mas de inexperiência. Flávio Bolsonaro queria agitar a campanha, mas acabou provando que até um simples jingle pode se transformar em desastre político quando a agressão se sobrepõe à estratégia. A lição é clara: no jogo do Centrão, ousadia sem cuidado custa caro — e ele já começou a pagar a conta.

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