A prisão ocorreu no âmbito da Operação Cortina de Likes, que mobilizou cerca de 30 policiais civis e teve como foco desarticular um grupo envolvido em crimes como extorsão, fraude processual e falsa comunicação de crime. Após ser detida, Monniky foi encaminhada para a sede do Grupo de Operações Especiais, localizada no bairro do Cordeiro, na Zona Oeste do Recife, onde permanece à disposição da Justiça.
De acordo com a Polícia Civil, o caso começou a ser investigado ainda no mesmo mês em que o suposto sequestro veio à tona. Na época, a influenciadora relatou ter sido vítima de um crime violento, conseguindo ampla repercussão em diversos veículos de comunicação. No entanto, com o avanço das apurações, surgiram contradições que levaram os investigadores a aprofundar o inquérito.
O delegado adjunto do GOE, Cley Anderson, explicou que os elementos reunidos apontam que a própria influenciadora participou ativamente da montagem da farsa. Segundo ele, houve um acordo prévio entre Monniky e pelo menos um dos envolvidos, além de trocas de mensagens após o suposto crime, o que reforça a tese de que tudo foi planejado.
As investigações revelaram que ao menos três pessoas participaram diretamente da encenação, além da influenciadora. Dois homens já foram identificados pelas autoridades: um deles está preso por outros crimes, enquanto o outro morreu antes que o mandado de prisão fosse expedido. Um terceiro suspeito, que teria recebido o dinheiro do falso resgate, foi alvo de mandado de busca e apreensão cumprido no estado de São Paulo, com apoio da Polícia Civil local.
Os mandados de prisão e de busca foram expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Igarassu, no Grande Recife. A polícia segue investigando o caso para esclarecer todos os detalhes da atuação do grupo e identificar possíveis outros envolvidos.
O episódio levanta um alerta sobre os limites da busca por engajamento nas redes sociais e o uso indevido de crimes graves para obtenção de notoriedade. Para a Polícia Civil, além de mobilizar recursos públicos de forma indevida, a simulação de um crime dessa natureza compromete a credibilidade de vítimas reais e prejudica o trabalho das autoridades na elucidação de casos verdadeiros.
Nenhum comentário:
Postar um comentário