A declaração de Lupi reforça as articulações que vêm sendo construídas nos bastidores e sinaliza que o PDT pretende entrar com força na disputa majoritária em Pernambuco. Segundo o presidente da legenda, o nome de Marília surge como uma alternativa competitiva para a corrida ao Senado, diante do cenário político que começa a se desenhar no estado.
Durante a entrevista, Lupi também comentou sobre rumores que circulam entre lideranças políticas de que o prefeito do Recife, João Campos, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), já teria praticamente definido a composição da sua chapa majoritária para a disputa estadual de 2026, que envolveria a corrida ao Governo de Pernambuco e as duas vagas ao Senado.
Caso essa configuração realmente esteja encaminhada, segundo o dirigente pedetista, pode não haver espaço para Marília Arraes dentro desse grupo político. Diante dessa possibilidade, o PDT já avalia outros caminhos e não descarta a construção de alianças alternativas no estado.
Apesar da possibilidade de mudança de rota, Lupi destacou que o PDT mantém uma relação histórica de proximidade política com o PSB e com João Campos. Mesmo assim, ele reconheceu que as negociações eleitorais podem levar a novos arranjos conforme o cenário evolua nos próximos meses.
“Tenho ouvido comentários de que a chapa já estaria praticamente fechada. Se isso se confirmar e não houver espaço para Marília, naturalmente o partido terá que discutir outros caminhos políticos”, afirmou.
Entre as possibilidades que passam a ser consideradas está um eventual diálogo com o grupo político da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, que atualmente integra o Partido Social Democrático (PSD). Lupi revelou que já ocorreram conversas iniciais sobre o cenário eleitoral e possíveis alternativas de composição para 2026.
O presidente do PDT ressaltou que não vê dificuldades em dialogar com diferentes forças políticas no estado e que o partido está aberto a avaliar os cenários que possam fortalecer seu projeto eleitoral.
“Não tenho dificuldade nenhuma de conversar com João ou com Raquel. A política exige diálogo permanente”, declarou.
Durante sua passagem pelo Recife, Lupi explicou ainda que, apesar de ter se reunido recentemente com João Campos na sede nacional do PSB, em Brasília, não havia encontro agendado com o prefeito durante esta visita à capital pernambucana. Da mesma forma, também não havia reunião prevista com a governadora Raquel Lyra, que cumpre agenda administrativa no interior do estado.
Mesmo sem encontros formais programados, o dirigente deixou claro que o canal de diálogo permanece aberto com ambos os grupos políticos.
Outro ponto lembrado por Lupi foi o histórico recente do PDT com o atual governo estadual. No início da gestão de Raquel Lyra, o partido chegou a integrar a administração com a indicação de Ismênio Bezerra para comandar a Secretaria da Criança e da Juventude. No entanto, o relacionamento político sofreu desgaste e acabou sendo interrompido após divergências surgidas durante o processo eleitoral municipal no Recife.
Ainda assim, o presidente pedetista avaliou que divergências são comuns no ambiente político e não impedem que novas alianças sejam construídas no futuro, especialmente diante da proximidade de uma eleição considerada estratégica para o estado.
Para Lupi, o cenário ainda está em fase de definição e os próximos meses devem intensificar as conversas entre os partidos e lideranças políticas. “A política é dinâmica. Cada momento tem sua realidade e as alianças podem evoluir de acordo com o cenário”, concluiu o dirigente, sinalizando que o PDT pretende permanecer protagonista nas articulações que definirão o rumo das eleições de 2026 em Pernambuco.
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