quarta-feira, 11 de março de 2026

MIGUEL COELHO DESMENTE ACORDOS SOBRE VICE DE JOÃO CAMPOS E DISPUTA PELO SENADO EM PERNAMBUCO

O ex-prefeito de Petrolina e uma das principais lideranças do União Brasil em Pernambuco, Miguel Coelho, negou nesta quarta-feira qualquer definição dentro de seu grupo político sobre a indicação do candidato a vice-prefeito na possível chapa encabeçada pelo prefeito do Recife, João Campos, nas articulações eleitorais que movimentam o cenário político estadual.

Nos bastidores, circulavam informações de que o deputado estadual Antônio Coelho, irmão de Miguel, já teria sido escolhido para ocupar a vaga de vice na composição liderada por João Campos. A especulação ganhou força nas últimas horas em meio às negociações entre partidos que buscam se posicionar para a disputa majoritária no estado. No entanto, Miguel Coelho tratou de rechaçar a informação e afirmou que não existe qualquer acordo fechado nesse sentido.

Segundo ele, o assunto sequer entrou oficialmente na pauta das conversas com o prefeito recifense. O ex-prefeito destacou que, até o momento, não houve negociação envolvendo a vice, reforçando que essa possibilidade não está entre as prioridades do seu grupo político neste momento.

Miguel também contestou rumores de que o deputado federal Eduardo da Fonte teria garantido espaço como candidato ao Senado em uma eventual chapa liderada por João Campos. O dirigente do União Brasil afirmou desconhecer qualquer acerto desse tipo e foi direto ao comentar a possibilidade.

De acordo com Miguel, caso Eduardo da Fonte venha a disputar o Senado dentro dessa composição, isso ocorreria sem o respaldo dele enquanto presidente estadual do União Brasil, partido que integra uma federação com o Progressistas. Em tom firme, ele ressaltou que uma eventual candidatura do parlamentar seria, no máximo, uma iniciativa isolada, sem a assinatura política da legenda que dirige no estado.

O ex-prefeito também descartou rumores de que estaria em negociação com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, para ocupar uma vaga de candidato ao Senado em uma eventual chapa ligada ao governo estadual. Segundo ele, essa possibilidade não foi discutida.

Miguel Coelho revelou que a única conversa que teve sobre a disputa ao Senado ocorreu diretamente com João Campos e que, até o momento, aguarda uma definição sobre os próximos passos do processo de articulação política. Ele enfatizou que o diálogo permanece aberto, mas ainda sem decisões concretas.

A declaração do líder do União Brasil ocorre em um momento de intensa movimentação nos bastidores da política pernambucana, com partidos e lideranças discutindo alianças e possíveis composições para as eleições que se aproximam. Nesse cenário, a definição das vagas para o Senado e das chapas majoritárias tem sido um dos pontos mais sensíveis das negociações, envolvendo diferentes forças políticas e interesses partidários.

Com isso, Miguel Coelho sinaliza que o tabuleiro político ainda está em aberto e que decisões estratégicas dependerão de novas conversas e alinhamentos entre os principais atores da política estadual.

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