Radicada em Garanhuns desde a infância, Juliana construiu sua história pessoal e profissional na cidade, onde se tornou referência em iniciativas voltadas especialmente para mulheres, famílias e populações em situação de vulnerabilidade. Filha do médico Antônio Coelho e de Suelly Vaz da Costa, ela cresceu em um ambiente que favoreceu o contato com a área da saúde, o que influenciou diretamente sua escolha profissional e sua atuação ao longo dos anos.
Com formação em Psicologia e especialização em Psicologia Clínica Hospitalar, Juliana acumulou experiências importantes em instituições de saúde, como a Unimed e o então Hospital Municipal de Garanhuns, onde desenvolveu um trabalho voltado à humanização do atendimento. Nesse período, ganhou destaque por sua atuação em práticas como o parto humanizado e o incentivo ao aleitamento materno, temas que, segundo ela, ainda carecem de maior atenção nas políticas públicas brasileiras.
A atuação da pré-candidata, no entanto, não se limita à prática clínica. Integrante da Comissão de Direitos Humanos do Conselho Regional de Psicologia, Juliana participou ativamente de debates relevantes, incluindo a defesa da reforma psiquiátrica e a luta por um modelo de atenção em saúde mental mais humanizado e centrado no paciente. Sua trajetória também inclui experiência acadêmica como docente no ensino superior, reforçando o vínculo com a formação de novos profissionais da área.
No campo da pesquisa, durante o mestrado na Universidade de Pernambuco, desenvolveu um estudo voltado às práticas de cuidado entre mães quilombolas, destacando a importância dos saberes tradicionais e comunitários na construção de estratégias de saúde mais inclusivas e culturalmente sensíveis. O trabalho acadêmico dialoga diretamente com sua atuação prática, marcada pelo reconhecimento das diversidades e pela valorização das experiências coletivas.
Outro ponto de destaque em sua trajetória é a participação na coordenação do Instituto Transforma a Dor, iniciativa que atua no acolhimento de famílias que enfrentam o luto gestacional e neonatal, uma pauta ainda pouco discutida no debate público. A atuação no instituto amplia o alcance de seu trabalho, conectando assistência direta com a defesa de políticas públicas voltadas à saúde emocional e ao suporte familiar em momentos de perda.
Dentro da Rede Sustentabilidade, a pré-candidatura de Juliana Coelho é vista como uma alternativa que busca romper com modelos tradicionais de fazer política. Para o integrante da sigla no município, Genaldo Barros, o nome da psicóloga representa uma construção baseada em valores como empatia, escuta ativa e compromisso social. A avaliação é de que sua entrada na disputa reforça a ideia de uma política mais conectada com as demandas reais da população, especialmente de grupos historicamente invisibilizados.
Ao se apresentar como pré-candidata, Juliana Coelho reforça que sua motivação está diretamente ligada à possibilidade de transformar sua experiência profissional em ação política. Com um discurso centrado na humanização da saúde, na defesa dos direitos das mulheres e no fortalecimento do Sistema Único de Saúde, ela afirma que pretende levar para o Congresso Nacional uma atuação pautada na escuta e na construção coletiva de soluções.
“Acredito que a política pode ser um instrumento real de cuidado, transformação e justiça social”, declarou. A frase sintetiza o posicionamento de uma candidatura que busca se diferenciar ao colocar o cuidado não apenas como tema, mas como prática política, em um momento em que o eleitorado demonstra crescente interesse por propostas que dialoguem diretamente com o cotidiano e as necessidades da população.
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