quinta-feira, 19 de março de 2026

PT CRITICA FORMAÇÃO DA CHAPA DE JOÃO CAMPOS E DENUNCIA FALTA DE DIÁLOGO COM O PARTIDO

O deputado estadual do PT, João Paulo Silva, manifestou nesta quarta-feira profunda insatisfação com a forma como foi estruturada a chapa do prefeito do Recife, João Campos, classificando o processo como “estranho, não democrático nem transparente”. Para ele, o que ocorreu representa um desrespeito ao PT de Pernambuco, que, segundo João Paulo, conquistou este ano o direito de decidir suas próprias alianças no estado.

Durante entrevista, o deputado enfatizou que o partido está em pleno processo de escuta das bases, promovendo plenárias em vários municípios, duas delas programadas para o próximo final de semana. “Ninguém trata assim um aliado, nem muito menos marca o anúncio da chapa sem antes combinar com o partido e com o senador Humberto Costa, que é parte integrante deste processo”, explicou João Paulo.

O parlamentar reforçou que o PT sempre buscou autonomia para definir suas alianças em Pernambuco e lamentou que, neste ano, o partido tenha sido deixado de lado. “Logo este ano, que adquirimos o direito de definir nossas alianças, não foi o PT que definiu a chapa nem participou de sua definição; quem conduziu o processo foi o PSB”, disse.

Sobre a composição da chapa anunciada, João Paulo optou por não comentar os nomes: “não me cabe neste momento falar disso, mas o partido deveria ter sido ouvido e não foi. Independentemente dos nomes convidados a compor a outra vaga do Senado e a vice, o que considero errado é o processo. Se Carlos Veras já havia avisado que a decisão do PT só seria anunciada no final das plenárias, esse prazo deveria ter sido respeitado e não foi”.

A declaração evidencia um clima de tensão dentro da aliança entre PT e PSB no estado, e reforça a necessidade de diálogo e respeito às decisões internas do partido, especialmente em um ano eleitoral crucial para Pernambuco. A polêmica sobre a formação da chapa pode gerar desdobramentos significativos nas articulações políticas locais, com o PT sinalizando que pretende exercer sua autonomia nas próximas definições eleitorais.

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