quinta-feira, 26 de março de 2026

TUMULTO NA ALEPE MARCA CONFRONTO ENTRE RODRIGO FARIAS E AGLAILSON VICTOR EM MEIO À DISPUTA SOBRE ORÇAMENTO

A Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE) viveu, na manhã desta quinta-feira (26), um episódio de forte tensão que escancarou o acirramento entre governistas e oposição durante a tramitação da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026. O clima esquentou após uma manobra adotada por parlamentares da base da governadora Raquel Lyra, que buscavam aprovar o aumento do percentual de remanejamento do orçamento estadual, gerando reação imediata de oposicionistas.

A reunião extraordinária da Comissão de Finanças, realizada no plenário, chegou a aprovar a matéria, mas acabou sendo anulada pelo vice-presidente da ALEPE, o deputado Rodrigo Farias. Segundo ele, houve descumprimento do Regimento Interno, que exige a publicação prévia da pauta com antecedência mínima de quatro horas. A sessão, naquele momento, estava sendo conduzida pelo deputado Aglailson Victor, o que intensificou o embate quando Farias subiu à mesa e solicitou a condução dos trabalhos.

Durante a confusão, parlamentares da oposição chegaram às pressas ao plenário e contestaram o procedimento adotado, gerando bate-boca e troca de acusações. O deputado Antonio Coelho chegou a apresentar uma questão de ordem para recorrer ao plenário, mas o pedido foi negado pela presidência da sessão naquele momento, o que aumentou ainda mais a tensão no ambiente.

Ao assumir a condução, Rodrigo Farias decidiu anular todos os atos realizados durante a reunião. “O ato foi anulado pela presidência, então o recurso não tem como ser julgado. Eu anulo todos os atos que foram votados e torno sem efeito, por falta de publicação da ordem do dia com antecedência de quatro horas e encerro a presente reunião”, declarou, sob protestos de parlamentares governistas.

O episódio também teve desdobramentos políticos mais amplos. O presidente da Casa, Álvaro Porto, classificou a tentativa de votação como uma “manobra” grave, enquanto integrantes da base governista defenderam a legalidade do procedimento e a urgência da aprovação da matéria orçamentária.

O impasse mantém a LOA de 2026 sem definição no plenário e amplia o clima de instabilidade dentro do Legislativo estadual. Nos bastidores, parlamentares reconhecem que os embates entre governistas e oposição vêm se intensificando nas últimas semanas, sinalizando um cenário de crescente tensão política na ALEPE, onde disputas regimentais e interesses estratégicos devem continuar pautando os próximos capítulos.

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