quarta-feira, 18 de março de 2026

UNIÃO BRASIL AVANÇA NOS BASTIDORES, MIRA NOVOS NOMES E RECONFIGURA TABULEIRO POLÍTICO EM PERNAMBUCO

Em meio à intensa movimentação que antecede a definição das chapas majoritárias e proporcionais em Pernambuco, o União Brasil surge como um dos protagonistas silenciosos, mas estratégicos, no redesenho das forças políticas do estado. A legenda, sob o comando do ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, articula a filiação de nomes de peso com o objetivo claro de ampliar musculatura eleitoral e consolidar espaço nas disputas de 2026.

Entre os alvos prioritários do partido estão a deputada federal Clarissa Tércio, atualmente em processo de saída do PP, e o deputado federal Fernando Rodolfo, que recentemente deixou o PL. Ambos mantêm diálogo com o União Brasil e avaliam com cautela a possível migração, em um movimento que pode alterar significativamente o equilíbrio entre as siglas no estado.

A eventual chegada de Clarissa Tércio à legenda representaria mais do que um reforço: seria também um novo golpe no Progressistas, liderado em Pernambuco pelo deputado federal Eduardo da Fonte. O partido já vem sofrendo baixas recentes, como a saída do deputado estadual Antônio Moraes, que decidiu se filiar ao PSD, legenda da governadora Raquel Lyra. Esse movimento evidencia uma tendência de reposicionamento político de parlamentares que buscam maior alinhamento com o grupo governista ou com projetos eleitorais mais competitivos.

No centro dessa engrenagem está Miguel Coelho, que intensifica articulações para garantir protagonismo no cenário estadual. O ex-prefeito de Petrolina é apontado como nome forte para compor a chapa majoritária da governadora Raquel Lyra, possivelmente na disputa por uma vaga ao Senado. Sua atuação à frente do União Brasil em Pernambuco tem sido marcada por pragmatismo e foco na ampliação da base política, mirando tanto lideranças consolidadas quanto quadros com potencial de crescimento.

A movimentação em torno de Fernando Rodolfo também é observada com atenção. Sem partido desde sua saída do PL, o parlamentar busca uma nova sigla que lhe ofereça condições favoráveis para a reeleição e espaço político. O União Brasil aparece como uma alternativa viável dentro desse cenário, sobretudo pelo protagonismo que a legenda pretende assumir nas eleições.

Esse conjunto de articulações revela um momento de transição e reorganização no xadrez político pernambucano, onde alianças estão sendo revistas e novos blocos começam a se formar. Em um ambiente marcado por negociações intensas e decisões estratégicas, cada filiação pode ter impacto direto na composição das chapas e no desempenho das siglas nas urnas.

Com o avanço dessas conversas, o União Brasil se posiciona não apenas como um abrigo para lideranças em movimento, mas como uma peça-chave na disputa eleitoral que se desenha, reforçando a dinâmica de um cenário político cada vez mais competitivo e imprevisível em Pernambuco.

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