sábado, 4 de abril de 2026

CAYO ALBINO FAZ HISTÓRIA NA ALEPE, GANHA PROJEÇÃO ESTADUAL E DEIXA O MANDATO COM CLIMA DE “ATÉ BREVE” RUMO A UMA VOLTA TRIUNFAL APÓS AS URNAS DE OUTUBRO

A política pernambucana assistiu, nesta quinta-feira (2), a um movimento que, embora protocolar, carrega significados muito mais amplos nos bastidores e no futuro eleitoral do Estado. Com o retorno do deputado estadual Eriberto Filho à Assembleia Legislativa de Pernambuco (ALEPE), após deixar a Secretaria de Esportes do Recife, o primeiro suplente do PSB, Cayo Albino, encerra um ciclo de um ano e três meses no Parlamento que redefiniu sua posição política e o colocou definitivamente no radar das grandes lideranças estaduais.

Longe de ser apenas uma passagem temporária, o período de Cayo na ALEPE foi marcado por intensidade, estratégia e, sobretudo, protagonismo. Mesmo sem o acesso às tradicionais emendas parlamentares — instrumento frequentemente utilizado para consolidar bases eleitorais — ele transformou limitações em oportunidade. Atuando em cinco Comissões Permanentes, mergulhou no debate legislativo, acumulando mais de 50 proposições entre projetos de lei, propostas de emenda à Constituição, resoluções, requerimentos e indicações. A presença constante nas sessões plenárias e os discursos firmes na tribuna ajudaram a construir uma imagem de parlamentar ativo, preparado e conectado com pautas estruturantes.

O ponto alto dessa trajetória foi a aprovação da PEC nº 29/2025, considerada um marco simbólico e prático. A proposta garantiu a inclusão, na Constituição Estadual, da previsão de recursos voltados para políticas públicas de juventude, tema que passou a ser uma das principais bandeiras de Cayo. A iniciativa não apenas reforçou seu perfil programático, como também evidenciou sua capacidade de articulação dentro da Casa, mesmo ocupando a condição de suplente.

Dentro do PSB, Cayo Albino não apenas ocupou espaço — ele conquistou relevância. Assumiu a liderança do partido em um momento estratégico e, posteriormente, tornou-se representante da bancada de oposição ao governo de Raquel Lyra. Esse movimento ampliou sua visibilidade e o posicionou como uma voz ativa no contraponto político, consolidando uma atuação firme, porém articulada, que lhe rendeu respeito entre aliados e adversários.

Filho do prefeito de Garanhuns, Sivaldo Albino, Cayo mostrou que não se apoia apenas no sobrenome. Pelo contrário, utilizou a oportunidade como vitrine para demonstrar capacidade própria, leitura política e habilidade de construção de alianças. Nos bastidores, a avaliação é unânime entre aliados: ele soube aproveitar cada momento, transformando um mandato temporário em uma plataforma sólida para voos mais altos.

Agora, fora da ALEPE, o sentimento é de pausa estratégica — quase como “férias” planejadas —, mas com data marcada para o retorno. Cayo deve intensificar sua pré-campanha com foco total nas eleições de outubro, onde pretende transformar o bom desempenho de 2022, quando obteve 32.509 votos, em uma vitória expressiva. A meta é ambiciosa: alcançar entre 45 e 50 mil votos, com forte concentração no Agreste, especialmente em Garanhuns, Correntes e Paranatama, onde conta com apoios políticos estruturados.

A saída do Parlamento, portanto, não representa um fim, mas sim um intervalo calculado. Nos corredores da política, o discurso é claro: Cayo Albino sai maior do que entrou, com capital político ampliado, visibilidade consolidada e a confiança de que pode retornar em janeiro com um mandato definitivo, legitimado pelas urnas.

Se o período como suplente foi suficiente para projetá-lo como liderança emergente, o próximo capítulo pode colocá-lo em outro patamar. A sensação que fica é de que a história iniciada agora está longe de terminar — e que o retorno prometido pode, de fato, ser triunfal.

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