quinta-feira, 23 de abril de 2026

“CIUMENTO E CONTROLADOR”: ESTUDANTE DE MEDICINA É PRESO SUSPEITO DE FEMINICÍDIO DE EX-MISS BAIANA NO RIO DE JANEIRO

A morte da modelo, maquiadora e psicóloga baiana Ana Luiza Mateus Souza, de 29 anos, ganhou novos desdobramentos nesta quarta-feira (22), no Rio de Janeiro, após a prisão em flagrante do principal suspeito do crime, o estudante de medicina Tarso Lincoln Ferreira da Cunha, de 32 anos. Ele é apontado pela Polícia Civil como responsável pela queda da vítima do 13º andar de um apartamento na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense.

Segundo informações da Delegacia de Homicídios da Capital, o caso é investigado como feminicídio e envolve indícios de um relacionamento marcado por conflitos, controle emocional e episódios de ciúmes intensos. O delegado responsável pelas investigações classificou o suspeito como “ciumento e controlador”, com base em depoimentos colhidos ao longo da apuração.

Ana Luiza, que já havia participado de concursos de beleza na Bahia, incluindo o Miss Cosmo Bahia, morreu após cair do prédio onde estava com o companheiro. A ocorrência foi registrada por volta das 5h30 da manhã, em um condomínio residencial de alto padrão. As circunstâncias da queda ainda estão sendo analisadas, mas a principal linha de investigação aponta para a possibilidade de que ela tenha sido empurrada durante uma discussão.

De acordo com a polícia, testemunhas relataram que o casal chegou ao local em clima de forte tensão e que discussões puderam ser ouvidas por moradores e funcionários do condomínio. Há ainda relatos de que o relacionamento, iniciado há cerca de três meses, já apresentava episódios frequentes de instabilidade e conflitos.

As investigações também apontam que Ana Luiza teria comprado uma passagem de volta para a Bahia, com embarque previsto para a mesma madrugada, o que reforça a hipótese de que ela pretendia deixar o Rio de Janeiro. Funcionários do condomínio teriam orientado a vítima a sair do apartamento caso o suspeito retornasse após uma primeira discussão.

Durante o depoimento à polícia, Tarso Lincoln teria reconhecido responsabilidade pelo desfecho do caso, embora negue ter cometido o ato de forma intencional. A Polícia Civil também apura a possibilidade de tentativa de alteração da cena do crime e de fuga após a queda da vítima.

O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios da Capital, que busca esclarecer a dinâmica exata do ocorrido e reunir novas provas que confirmem a versão dos fatos.

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